Para tentar ganhar as eleições PT se une até com PSDB, partido tão criticado pelos petistas.

Redação - 10/10/2018 - 09:24


O preferido de Lula para concorrer ao Planalto Jaques Wagner desembarcou em São Paulo nesta terça-feira dia 09 de outubro para ajudar Fernando Haddad. O ex-ministro tenta costurar uma “frente democrática” contra o bolsonarismo. Quer unir Ciro Gomes, Marina Silva e Fernando Henrique Cardoso no palanque do PT.

Wagner faz elogios a FH, que já descartou a hipótese de apoiar o capitão. “A construção do país é tijolo por tijolo, ninguém faz nada sozinho. O Fernando deu uma bela contribuição ao Brasil. Nós aprendemos a responsabilidade fiscal com ele”, afaga. “É uma coincidência negativa da História que, em vez de ficarem juntos, PT e PSDB tenham polarizado um com o outro. Foram as melhores forças que surgiram no período democrático”.

Para ampliar a aliança, o ex-ministro defende uma guinada no discurso do PT. Pede que o partido adote tom mais conciliador e reconheça erros do passado. “Acho que nunca é demais a gente fazer autocrítica”, diz. Ele considera que o candidato agora deve ser menos Lula e mais Haddad. “Não precisamos inventar a roda. No primeiro turno, ficou claro que o Haddad era o candidato do Lula. Agora temos que mostrar quem ele é: um professor bem formado, que já foi prefeito de São Paulo e recebeu prêmios de boa gestão”, sustenta.

Wagner também defende o uso do verde e amarelo na campanha, no lugar do vermelho do PT: “A bandeira do Brasil é de todos nós. A gente não pode entregar graciosamente para eles o que é um símbolo do país”.

O senador eleito diz acreditar numa virada. “Não acho que seja uma missão impossível. Tem cada vez mais gente incomodada com o discurso da truculência. Segundo turno não é escolha, é o menos ruim. Não dá para comparar o Bolsonaro com o Haddad”, argumenta.

Ele acusa o capitão e investir no discurso de ódio e na disseminação de “baixarias”. “O Bolsonaro é um cara inteligente, mas usa sua inteligência para o mal. Ele acaba liderando monstros que não tinham coragem de externar o preconceito”, critica. “Eu, que sou judeu, posso falar isso. As coisas começam assim”.

Quem tem acompanhada ao longo dos anos a politica brasileira estão sem intender esta aliança, o PSDB foi o partido mais criticado pelos petistas na história policia do Brasil ao longo dos anos, “para ganhar as eleições eles vende até a alma  ao diabo, não importa quem é ou quem seja, o importante para eles é  se mantiver no poder" disse um historiador.

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pode se unir ate com o capeta, mas nao vence.
likote