
ITABELA – O contador Dionísio Souza do Carmo acusado de chefiar um esquema fraudulento contra declarações do imposto sobre a renda de pessoa física para a obtenção de restituições indevidas, concedeu uma entrevista ao repórter J. Alencar no programa “Giro de Notícias” da rádio Itabela FM, nesta sexta feira (29).
Perguntado sobre o mandado de Busca e Apreensão, de nº 1325-2011.4.01.3310, expedido pela Juíza Federal substituta na vara única de Eunápolis, Dra. Roberta Gonçalves da Silva Dias do Nascimento e cumprido pelo delegado da Polícia Federal, Dr. Cristiano Tenório, no dia 28 de julho de 2011 em três endereços, sendo dois em Itabela e o terceiro em Guaratinga. Dionísio deu a seguinte declaração: “Eu ainda não fui ouvido pela PF e nem fui condenado, portando sou suspeito, como todo cidadão tenho direito a ampla defesa assegurado pela constituição federal. Se devo tenho que pagar, mas acredito na minha inocência, o que não se pode é acusar nomes de empresas idôneas no mercado que muito contribuiu com o desenvolvimento da nossa região simplesmente porque eu a prestei os meus serviços”.
“Quero esclarecer a todos que os três mandados de busca e apreensão foram direcionados à minha residência e aos meus dois escritórios, e não às lojas da empresa “Casarão”, como foi citado de forma equivocada pela imprensa, como esta estando suspeita de participação em um esquema que envolvia sonegação fiscal, falsidade ideológica, formação de quadrilha e crimes contra a ordem tributária” disse.
Dionísio aproveitou para frisar que um dos seus escritórios fica no mesmo prédio da loja Casarão Construeletro LTDA, por isso o mandado, segundo ele, veio no mesmo endereço da loja, que fica no centro de Itabela.
“A operação conjunta da Receita Federal e Policia Federal deflagrada nesta quinta-feira (28) nas cidades de Itabela e Guaratinga, Operação Monte Pascoal, levou documentos dos meus escritórios, e não de prefeituras como foi divulgado por alguns meios de comunicação, e quanto às notícias de que mais de trezentas pessoas participam de um suposto esquema, é pelo fato de que eu sou contador e presto serviços à bem mais do que este total de pessoas físicas citadas nas reportagens” disse.
“Eu acredito na justiça, e se há suspeita tem que ser investigado, mas estou convicto de que tudo será esclarecido, acredito no meu trabalho. Há mais de 15 anos sou contador, moro em Itabela e vou continuar aqui, e àqueles que me enviaram mensagens sendo solidários, agradeço a todos” disse Dionísio.
As declarações acima foram dadas pelo contador Dionísio Souza do Carmo. As investigações da Receita Federal e Polícia Federal prosseguem.