Educação Pública: falta de prioridade do poder público aumenta o descaso da educação na região Sul da Bahia.

Redação - 23/03/2018 - 11:22


As prefeituras da região Sul e Extremo Sul do Estado da Bahia tratam os nossos professores como trata o nosso futuro, com descaso. Com o ensino de faz de conta, Universidades acéfalas e um futuro cada vez mais incerto. Mas, enquanto a educação sucumbe, o Estado oferece, e o povo, inculto e incauto, aceita de bom grado: a aprovação automática, as cotas sem mérito, os analfabetos funcionais, enfim, a mediocridade ampla, geral e irrestrita, que só interessa aos poderosos.

Mas sabemos que o progresso de um povo depende do sucesso da educação. Já a boa educação depende de bons mestres. E não só de bons salários vive um bom professor. Ele precisa também de qualificação, de estímulos. Ele merece respeito, dignidade, reconhecimento. O Brasil não valoriza seus professores porque não se preocupa com o amanhã.

Para boa parte do brasileiro, basta depositar os filhos na escola. Para o filho, basta passar de ano, mesmo que didaticamente reprovado. Para o cotista, basta entrar na faculdade, nem que seja por caridade ou por engano. Para o Estado basta às estatísticas, o conhecimento é apenas um mero detalhe. Mas nem sempre dar escola não é dar educação. Mas, pra que serve o conhecimento? Pra quê abrir mentes? Fazer-nos pensar? Aos poderosos, não interessa um povo culto. Afinal, quem pensa por si mesmo não se deixa manobrar.

A infraestrutura escolar é imprescindível para garantir a aprendizagem dos alunos. As crianças e os jovens têm o direito de usufruir de todos os equipamentos, desde os itens básicos, como saneamento, até as estruturas mais complexas, como as salas de informática.

O Plano Nacional de Educação (PNE) determinou na estratégia 18 de sua sétima meta que toda escola pública, até 2024, apresentasse  todos os itens necessários para a sua infraestrutura ser considerada de qualidade. Entretanto, de acordo com o Censo Escolar de 2015, apenas 4,5% das unidades de Educação Básica no Brasil oferecem acesso à energia elétrica, abastecimento de água tratada, esgotamento sanitário da rede pública, quadra esportiva, laboratório de ciências, biblioteca ou sala de leitura e acesso à internet de banda larga.

Os dados demonstram que o descaso com o ensino brasileiro acumula agendas de séculos passados, como a garantia de um ambiente salubre para os estudos, com exigências atuais, como o uso pedagógico de tecnologias.

O poder público precisa ter clareza que uma boa infraestrutura é essencial para a concretização do dever da escola. Assim, é necessário assegurar todos os equipamentos indispensáveis para que cada etapa possa alcançar seus objetivos no desenvolvimento dos alunos.

Vale observar que os colégios com as piores infraestruturas estão nos locais mais vulneráveis. Desse modo, a população que já não tem acesso aos mais diversos equipamentos culturais também não vai encontrá-los nas unidades de ensino de sua região, perpetuando, portanto, um ciclo de exclusão e desigualdade.

É importante destacar também que o direito à Educação é garantido às crianças e jovens conforme o artigo 227 da Constituição Federal. Dessa maneira, é essencial que as escolas tenham a infraestrutura adequada para atender todos os estudantes,

A situação da educação pública na região Sul da Bahia tem se agravado cada vez mais. Em Eunápolis pelo menos em três escolas já foram constatados situações de extremo descaso do poder público. Em um dos casos os professores arrecadaram dinheiro para pintar salas da escola, há faltam carteiras e os banheiros  estão sem condições de uso.

A situação desta pequena escola municipal Frei Calixto localizada no centro de Eunápolis, que atende 360 alunos do 1º ao 5º ano é dar  vergonha para quem p frequenta este ambiente, apenas a secretaria de educação, senhora Maureen Lacerda de Eunápolis, acha que está tudo bem como falou em uma entrevista de radio nos últimos dias.

A cidade de Guaratinga a situação é ainda pior, professores continuam sem receber 50% do decimo terceiro salário relativo ao ano  de 2017, escolas espedaçadas e  ônibus soqueteados sem condições de transitar.

Em Guaratinga a situação está mais grave no interior, região conhecida como cabeceira do sul, alunos enfrentam a falta de transporte para chegar à unidade escolar.

No Município de Itabela a situação não é muito diferente. De acordo com a diretora de uma escola que atende 350 alunos da região não há espaço físico inadequado para atender os estudantes, que acabam desistindo da escola.

Para outra diretora, o maior problema são as escolas em péssimas condições de uso e o transporte escolar. Segundo uma denúncia dos próprios estudantes, tem veiculo com lotação acima do normal e alunos tem ficado pelas estradas por causa de veiculo quebrado, além das, mas condições de bebedouro e banheiros.

A situação de descaso  com a educação está em todos os municípios.  Porto Seguro, Itagimirim, Itapebi, Belmonte, Cabrália  não é diferente destas cidades citadas, são escolas inadequadas para receber estudantes, transporte espedaçados, falta de merenda de boa qualidade, entre outros problemas.

A situação tem gerado intolerância por parte dos professores. Cansados de trabalhar em prédio que enfrenta uma série de problemas de infra-estrutura dentre eles a falta de cadeiras, em alguns casos os alunos chegam a ficar com os cadernos nas pernas, além de salas de aulas em suas maiorias sem ventiladores, decidiram sair as ruas em manifesto. Isso ocorreu em Guaratinga, Itabela, Itapebi e está ocorrendo em Eunápolis nesta sexta-feira (23/03).

“Queremos só o mínimo, um espaço que podemos estar dentro e chamarmos de escola, bom seria se os prefeitos ficassem um dia pelo menos dentro de uma dessas escolas, assim intenderia que espaço temos para trabalhar, além de apertado e muito quente”, reclama a maioria das  diretoras ouvidas pela reportagem

O ultimo caso de perigo com ônibus que transporta alunos na região ocorreu em Itabela na noite desta quinta-feira (22/03.  Um ônibus da empresa Elo Transporte, prestadora de serviço no município perdeu os freios e voltou em uma subida. O motorista conseguiu  fazer com que o veículo colidisse com o barranco e assim evitar uma tragédia.  

 

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É muito triste ver uma situação desta em nossa cidade,nosso sabemos que tudo isso pode ser mudado.
Maria Silva leal

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Maria Silva leal