PF prende secretário executivo do Ministério do Turismo e mais 37

J. Alencar, com informações da FOLHA - 09/08/2011 - 18:07


A Polícia Federal prendeu na manhã desta terça-feira (9) o secretário-executivo do Ministério do Turismo, Frederico Costa, e o ex-secretário-executivo da pasta, Mário Moyses, na operação Voucher, que investiga desvios relacionados a convênios de capacitação profissional no Amapá. A ação, em conjunto com o Ministério Público Federal e a Secretaria de Controle Externo do Amapá, investiga supostos desvios de verbas públicas repassadas ao Ministério do Turismo, por meio de emendas parlamentares, destinadas a convênios para qualificação profissional.

 

Entre os presos estão o secretário executivo do Ministério do Turismo, Frederico Silva da Costa, número dois na hierarquia da pasta, que estava em casa; o secretário nacional de Programas de Desenvolvimento do Turismo, Colbert Martins; o ex-presidente do Instituto Brasileiro de Turismo (Embratur), Mário Moyses, além de diretores e funcionários do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável (Ibrasi) e empresários.

 

Costa foi nomeado em janeiro pelo ministro Pedro Novais (PMDB), e Moysés dirigiu a Embratur até o meio deste ano. Moyses é ligado ao PT e assessorou a ex-ministra do Turismo, Marta Suplicy. Colbert foi indicado pelo ex-deputado Geddel Vieira Lima.

 

Antes de assumir a secretaria executiva do ministério no início do ano, Frederico Costa chefiou a secretaria nacional de programas de desenvolvimento do turismo a partir de junho de 2008. Colbert Martins é ex-deputado federal pela Bahia e assumiu a Secretaria de Programas e Desenvolvimento no início deste ano. Mário Moyses presidiu a Embratur até junho de 2011. Em 2008, ele assumiu a Secretaria Executiva do ministério e, anteriormente, foi chefe de gabinete na pasta.

 

De acordo com a PF, 35 dos 38 mandados de prisão foram cumpridos em São Paulo, Brasília e Macapá. Cerca de 200 policiais federais atuaram na operação.

 

Segundo a PF, os presos preventivamente em São Paulo e em Brasília foram levados para Macapá em aviões da própria PF. De acordo com investigações feitas pela Delegacia de Repressão a Crimes Fazendários no Amapá, foram apurados fortes indícios de desvio de recursos públicos, além de outras irregularidades na execução de convênio entre o Ministério de Turismo e o Ibrasi, ligado à capacitação profissional para o turismo no Amapá.

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