
Caminhoneiros se mobilizam na Bahia contra preços abusivos do combustível, regulamentação da lei do frete mínimo e o melhoramento das estradas. Os trechos da BR-324, da BR-116 e da BR-101 desde a madrugada de segunda-feira, 21, vem tendo protesto dos caminhoneiros.
O protesto faz parte de um movimento nacional contra o aumento abusivo de preço do diesel e da gasolina. A manifestação acontece na BR-324 acontece no km 531, em Feira de Santana (a 109 km de Salvador) em Eunápolis, no sul da Bahia. O fluxo para veículos de passeio está liberado nos dois sentidos em todos os locais de manifestação.
Caminhoneiros também fecharam a BR-116 no km 521, em Itatim, no km 814, em Vitória da Conquista, ambos no sudoeste da Bahia. Também há mobilizações na BR-101 em mais dois trechos: no km 672 em Jequié e no 920 em Nova Viçosa.
O diretor do Sindicato dos Caminhoneiros, Luciano Oliveira, disse que os trabalhadores baianos aderiram ao movimento convocado pela Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam). "Todo dia está aumentando o preço do óleo diesel. Aumenta o dólar, aumenta o barril de petróleo e depois o óleo diesel. O protesto também é contra os preços cobrados nos pedágios, que é abusivo", explica.
De acordo com a Agência Nacional do Petróleo, do Gás Natural e dos Biocombustíveis (ANP), o preço médio do diesel nas bombas de combustível teve alta de 8% no ano. Atualmente, o valor está acima da inflação acumulada em 2018, de 0,92%, conforme o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Os atos acontecem também em outros estados, como Ceará, Espírito Santo, Minas Gerais, Paraíba, Paraná, Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul e mais 12 estados.
Além da manifestação nas rodovias, os caminhoneiros baianos também estão mobilizados desde o último dia 21 de maio pedindo reposição no preço do frete pago pelas empresas que atuam no Porto de Salvador. "Eles pagam R$ 600 de frete, mas com os sucessivos aumentos de óleo gastamos R$ 380 de combustível; ou seja, mais de 50% do frete. Só que não é só isso, também temos que fazer manutenção no caminhão e pagar a documentação", reclama Luciano.
Neste sábado as manifestações cresceram ainda mais na Bahia. Os caminhoneiros tem se mobilizado fora das rodovias para evitar obstrução das estradas. Os motoristas garante que não será com a força Nacional imposta pelo Presidente Temer que os caminhoneiros vão parar a greve, mas com o dialogo e a redução de impostos sobre os combustível.