
EUNÁPOLIS – A quarta audiência pública realizada pelo Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (INEMA), como parte do processo de licenciamento do projeto de ampliação da Veracel Celulose, foi marcada por um amplo debate pelo promotor João Alves e o empresário Arnoldo Prado. Também ouve muitas manifestações de oposição, do movimento estudantil e de alguns setores dos movimentos agrários,
O centro de convenções do hotel Portal de Eunapolis ficou lotado, mais de 900 pessoas compareceram à audiência, entre eles, representantes de comunidades indígenas, estudantes, trabalhadores rurais, empresários e outras lideranças de movimentos sociais e do poder público.
O evento foi presidido pelo diretor geral do INEMA (Instituto Estadual do Meio Ambiente e Recursos Hídricos) Júlio Mota e contemplou, além de Eunápolis, os municípios de Itapebi, Itabela, Guaratinga e Itapemirim.
A empresa Veracel celulose, recebeu o apoio de produtores rurais, pequenos empresários, profissionais autônomos e comunidades indígenas para a ampliação da fábrica de celulose e da base florestal.
O representante do Ministério Público Estadual em Eunápolis, Dr. João Alves, disse em seu discurso: “não sou contra qualquer empreendimento. Ao contrário, o que queremos é que ele ande dentro da legalidade”, afirmou o promotor João Alves.
O evento realizado em Eunápolis encerra o ciclo de audiências públicas prevista na legislação ambiental da Veracel. O encontro serviu para esclarecer algumas questões, como a competência do órgão estadual INEMA para conduzir o licenciamento da ampliação da fábrica. Qualquer cidadão ainda poderá fazer suas considerações e contribuições ao processo em até cinco dias úteis através do site do INEMA (www.inema.ba.gov.br) ou se dirigindo por escrito ao mesmo órgão.
O processo de expansão da Veracel foi suspenso pela Justiça Federal, em decisão liminar expedida na terça-feira (09). Pelo procurador federal, Fernando Zelada, e o promotor João Alves Neto, que apontam irregularidades nos processos de licenciamento. A juíza substituta da Vara Única de Eunápolis, Dra. Roberta Gonçalves, levou em consideração os argumentos do procurador federal, e do promotor João Alves Neto, que apontam irregularidades no processo de licenciamento, mas as audiências públicas foram mantidas pela magistrada.