Famílias do acampamento Margarida Alves em Itabela comemoram a farta colheita de feijão, milho e abóbora

J. Alencar - 17/08/2011 - 12:14


ITABELA – O acampamento Margarida Alves localizado às margens da BR -101, a 12 quilômetros da cidade de Itabela, com 1.150 famílias cadastradas, comemoram a farta colheita de feijão, milho, abóbora e outras culturas. Os acampados estão cada vez mais entusiasmados com as atividades do campo, e não se fala em outra coisa dentro do acampamento: é plantar, colher e viver feliz em meio à fartura de alimentos.

A equipe do GN esteve no acampamento Margarida Alves na manhã desta terça-feira (16) e conversou com alguns trabalhadores acampados, como o senhor Berilo José da Costa de 73 anos de idade e pai de nove filhos, que nos contou que sempre trabalhou como empregado em fazendas da região. “O meu maior sonho era ter um pedaço de chão, agora eu tenho. Agradeço a Deus e à Reforma - Agrária”.

A trabalhadora Valdecir Ferreira de Souza de 43 anos, que no momento em que estivemos no local estava colhendo feijão, não conseguia disfarçar a alegria. A mulher que cresceu em meio às agitações da cidade, hoje labutando na lavoura, nos disse: “eu só conhecia feijão no prato”.

O senhor Milton Ribeiro da Silva de 63 anos, pai de cinco filhos e avô de 16 netos, nos contou que vivendo acampado, ele conheceu uma nova experiência de vida, além de viver da terra, ele também apreendeu a conviver em comunidade. “O ambiente do acampamento é bem diferente do que vivemos na cidade, a gente aprende a valorizar a terra, respeitar o meio ambiente e trabalhar em coletividade”, disse. 

O coordenador do MST, Luciano Fernandes, relembrou o dia em que ocuparam a área (03 de Abril de 2011). “Antes esta mesma área que hoje produz o sustento de mais de 1.150 famílias era uma área improdutiva, não gerava empregos e não contribuía com o desenvolvido da cidade. Hoje muitas famílias que se encontravam desempregadas e sem moradias, e que viviam além da linha da pobreza, estão sobrevivendo desta terra. É daqui que elas tiram o seu próprio sustento”, disse Luciano.

Indagado por nossa reportagem sobre denúncias que rondou o acampamento Margarida Alves nos últimos dias, publicadas por um meio de comunicação, sobre o envolvimento de acampados em roubo de madeira na área ocupada pelo movimento, o coordenador Luciano Fernandes nos disse: “desconheço esta ação criminosa, dentro do movimento nós não retiramos madeira e não aceitamos que retire. O nome citado na matéria é de um parceiro do movimento, o vereador ‘Max’ e os coordenadores do acampamento: ‘Tião do montinho’, ‘Carlinhos’ Bobbio e ‘Tatá’. Estes têm autonomia de coordenação para impedir qualquer ação dentro da área do acampamento em minha ausência, assim como outros acampados. No dia em que ocorreu a denúncia, eu estava viajando, logo que retornei de viagem conversei com os companheiros e posso afirmar que foi uma denúncia irresponsável, que teve um objetivo político, o que eu não aceito dentro do movimento. Em primeiro lugar temos é que estar preocupados com o bem-estar dos acampados”, enfatizou.

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COMENTÁRIOS

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Porque tiraram janailson ? e deixaram a atrasada, negativa da joelma, ela nunca foi MST e nem PT .Porque nao deporta ela para cabrobo lá que é lugar de gente sonsso e preguisosso.


cuidado maria bonita a panelinha do margarida alves aumentou com a coordenadora que voçês colocaram junto com o sonsso do bobi!!


Oi vilma(coordenadora de prodoção regional)quando será que sai outro caminhão de abobora do margarida alves?


e o chefe da quadrilha lampião e maria bonita estão solta, o povão ja ta de olho em vcs.
dedoduro

Tião Tata Max e Bobio vçs estão sendo usado no jogo politico sujo de Adilton do grupo globo da morte em monte Pascoal Arisnaldo e Helio fofoqueiro em Montin por Marcia lad... do dinheiro da prefeitura e Sebim ladrão da cixa de agua dos computadores da escola e dos motores da farinheira e os materiais dos banheiros da asossiação do montin se se tem uma coisa que eu não gosto é de falso mentiroso traira e fofoqueiro estas pessoas não tem moral e credibilidade para falar de vçs e que digo é verdad
Eleito de Montinho

Eu quero saber porque,Arinaldo Mensageiro e Helio fofoqueiro sumiu do Acampamento os seus lotes ja virou capueira,KAKAKAKAKARARARARA, preguisosos.
Leitor descomfiado

Este Helio fofoqueiro e Arinaldo fuchiqueiro é uma parea que Adilton deu emprego na embasa de monte pascoal para ficar fazendo fofoca Arinaldo nos te conhecemos e sabemos das suas falcatruas voçe e Helio só sevem para isto mesmo nos de monte Pascoal lhe conhecemos voçe não tem moral nenhuma
Observador

E verdade luciano esta denuncia e mais um jogo sujo de Arinaldo, Helio dois preguisoso, nunca plantou um pé feijão so fica fofocano, vai trabalhar dois puxa saco fofoqueiro.


Bobe tata e tião são os cordenadores do Margarida Alves eles tem poder de tomar qualquer decisão no Acampamento, diz Luciano.


Olha como esse luciano defende estes caras Max,Tião,Bobi e Tata será que ele não tem rabo preso,cuidado com a federal para não acontecer o que aconteceu com zé rainha.
Eunapolis

Olha eu conheço pai de familia que narceu nas fazendas casou nas fazendas ficou velhos na fazendaos filhos não estudaram porque a uns vinte poucos anos atras era muito difisil não tinha escola e nen transporte os filhos destes só aprenderam a trabalhar com aterra foram espusos da zona rural para a cidade despreparado muitos deles já morreram envolvido com o trafico o MST é uma oportunidade de muitos salva suas familia fazendo o que eles aprenderam fazer trabalhar na terra parabéns ao MST
MST

Quem nunca errou atira a primeira pedra conheci varias pessoas que por força do destino vendeu suas terra por motivo de saúde outros que tomarão calote do governo outros quebrado pelo Bancos e muitos deles que se suicidarão por vergonha de não poder pagar suas dividas outros com vergonha da familia de ver os filhos sofrerem sem poder resolver o poblema hoje vem ums filhinho de papai que nunca passaram dificuldade querer criticar quem está nos acampamentos vá lá ousa a historia de cada um
MST

muita gente realmente precisa de terra para trabalhar e acreditos e esses realmente merecem.Mas tem um monte de pessoas se aproveitando do movimento,pessoas que ja foram considerados "ricos" e que não seguraram o que tinham e hoje querem adquirir atraves do esforço alheio.Nesse acampamento tem um bocado desses.