
Os professores da rede municipal de Itabela participaram da sessão extraordinária da Câmara de Vereadores nesta quarta-feira (11/07). A categoria pode sair da greve nesta quinta-feira, caso a assembleia que será realizada hoje quinta-feira dia 12 de julho pela manhã, aceite uma proposta negociada entre o poder Legislativo a APLB-Sindicato.
Já que o governo municipal não atende as reivindicações dos professores e não aceita reunir com a APLB, o assunto passou a ser discutido após o presidente da APLB-Sindicato, Valtim Rodrigues Lima, pedir a palavra no plenário, para cobrar apoio dos vereadores em relação à pauta.
Segundo o líder sindical, os vereadores demostraram a sensibilidade e preocupação com situação em relação as reivindicações dos professores que são justas e também aos estudantes e firmaram compromisso de defender os professores em suas reivindicações.
Sabemos que desde o ano passado os professores vêm reivindicando uma série de direitos, como enquadramento, que ainda não foi concedido, melhoramento na qualidade do transporte escolar, reformar das escolas, a revisão do plano de carreira e o pagamento do Precatório do Fundef que está em processo judicial.
Outra demanda da categoria é sobre a Capremi - Caixa de Previdência dos Servidores Públicos do Município de Itabela, que deve hoje R$ 42.164.801,41, o que pode em menos de três anos impossibilitar as aposentadoria dos servidores ativos e não ter dinheiro para pagar os salários dos servidores inativos. Este numerário assustador se deu pela falta de repasse correto da prefeitura com o sistema previdenciário.
Em entrevista a Radio Pataxós Fm, o assessor Jurídico do Prefeito, Antônio Pitanga, falou que o gestor não iria negociar sobre pagamento do Precatório do Fundef. Nesse sentido, afirmou ainda que já havia sido feito o uso de dinheiro do precatório, não disse quanto, mas que seria para pagar sincanto, esta declaração acirrou ainda mais o os ânimos do movimento grevista.
Outra decisão que chateou ainda mais a categoria foi o fato do prefeito não ter tentado manter o dialogo com a APLB sobre as reivindicações e ter se negado de ir a uma reunião com o Juiz Dr. Roberto Freitas para tentar um acordo sobre o precatório do fundef . Para piorar, o prefeito entrou com uma Ação no TJ/BA para o retorno dos professores as atividades.
“Mas, o que nós queremos é uma audiência com o prefeito, que nos pediu um prazo na última reunião, o prazo já acabou e não tem resposta. E a categoria tem cobrado do Sindicato, mas o prefeito se nega em atender a gente”, disse o coordenador da APLB.
Uma assembleia marcada para hoje dia 12/07 pode por um fim na greve, diante da proposta da Câmara Municipal de tentar reunir com o prefeito e o sindicato, caso não aconteça, a proposta seria uma reunião do Legislativo, Sindicato e o Ministério Publicado para viabilizar as reivindicações ”, declarou Valtim.
Ainda de acordo com a representante dos professores,Valtim, os vereadores tem dado total apoio aos professores quanto à questão dos precatórios, que, segundo ele, mesmo estando na justiça pode acabar se o governo entrar em acordo.