
A passagem do governador Rui Costa e sua comitiva por Teixeira de Freitas, Itabela e Eunápolis, não tem contato com a presença maciça de dirigentes estaduais e municipais do PT. Isso mostra que o partido pode ficar dividido na disputa pelo governo do estado, as alianças feitas nos municípios tem feito com que os petistas recuassem em participar de alguns eventos do governador a exemplo do que ocorreu na cidade de Itabela.
A comitiva do governador que seguia em dois luxuosos ônibus da cidade de Teixeira de Freitas para Eunápolis, nesta sexta-feira dia 27/07, resolveu incluir nas ultimas horas a cidade de Itabela no calendário de visitações. A chegada da comitiva que aconteceu por volta das 15h, foi recebida por cerca de 150 pessoas e em sua maioria servidores contratados da prefeitura.
Ao contrário do que havia sido dito na "convocação" aos funcionários, o governador não foi ao Mercadão Municipal de Itabela e se reuniu no trevo da cidade, se poupando de ver o estado lastimável daquele importante patrimônio público, e, quem sabe, de ser cobrado para anunciar algum possível projeto de recuperação, que as seguidas administrações têm relegado ao descaso.
O deputado Federal Valmir Assunção do PT estava na comitiva na cidade de Teixeira de Freitas, mas não apareceu em Itabela. A 3 km da cidade ele desceu do ônibus da caravana e entrou em uma camionete e segui viagem sem dar explicação, mas o motivo que afugentou o deputado segundo comentários de pessoas próximas a ele, foi a aliança do governador com o atual prefeito de Itabela.
Outros dirigentes petistas dizem que o isolamento é por causa das alianças feitas pelo governo com determinados prefeitos que não são petistas e não tem ligação com a base do partido. Em discurso na festa do Assentamento Margarida Alves, em Itabela no começo do mês de julho, Valmir Assunção criticou as alianças e lembrou-se de quando o PT ainda era um coadjuvante nas disputas eleitorais e tinha postura restritiva em relação à política de alianças.
Segundo o líder petista, a situação é um resquício da série de aproveitadores de situação, para Valmir, muitos estão com Rui porque as pesquisas mostram que ele será reeleito, se fossem ao contrario, muitos desses não se aproximava do Governo, disse.
Desde as manifestações de junho de 2013, passando pela Operação Lava Jato, o impeachment da presidente cassada Dilma Rousseff e culminando com a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado no caso do triplex do Guarujá (SP) o PT vem vivendo de expectativa de como será o futuro.
Além disso, o cenário nos Estados onde os petistas estão isolados repete o quadro nacional. Decidido a manter até o fim a candidatura de Lula, mesmo condenado em segunda instância e preso em Curitiba, o PT ainda não conseguiu fechar uma aliança nem sequer para a disputa presidencial.
Parta afastar o mal estar sobre as alianças dos partidos ligados a Rui Costa na Bahia, no fim de semana passada, a Executiva estadual petista aprovou um calendário de encontros estaduais para ganhar tempo e tentar convencer os partidos a apoiar a reeleição de Rui. O objetivo é garantir uma aliança com os partidos, sem perda.
No entanto, líderes do PSB, PSC e outros, que há 13 anos acompanha o PT na Bahia, dão sinais de desembarque caso o governo não mude de estratégia na formação das alianças que companha as chapas partidárias. Em entrevista nos últimos dias, a presidente estadual do PSB Ledice da Mata, tem demostrado insatisfaço com o governador. O líder do PSC Irmão Lázaro, Já tomou outro rumo, sua candidatura ao Senado é dada como certo na chapa do candidato de oposição pelo Governo à Bahia, José Ronaldo.
Apesar do isolamento em unidades regionais, o PT espera manter ou até aumentar o número de deputado e a reeleição do governador. O partido tem grandes esperanças de eleger o senador Jaques Wagner.
A visita do governador em Eunápolis nesta sexta-feira também não teve uma recepção das melhores. Com o descredito do atual Gestor Robério Oliveira juntos aos eunápolitanos a chegada do governador não teve aquela velha repercussão. Tanto Jaques Wagner, quanto Rui Costa, têm sido criticados por políticos e eleitores, dentre as criticas, está o asfalto da colônia.