
Segundo o diretor do Sindicato dos Professores, Valtim Rodrigues, após a assembleia que foi realizada nesta quinta-feira 23/08, os profissionais seguiram pela Rua David Manzoli, passando pela praça do Fórum, onde fica instalada a sede da Secretaria de Educação. "Os professores uniram-se na passeata e, logo depois fizeram uma ocupação simbólica da secretaria", diz Valtim.
No local, os professores não tiveram contato com a secretária de Educação, Christiane Coelho. “Como ela tem o poder da pasta, esta ocupação simbólica foi no sentido de alertar sobre a verba do Precatório do Fundef, a secretaria tem usado R$ 1,3 milhões de recurso do Fundef que consideramos desvio de finalidade” disse um professor.
Valtim acredita que, com a abordagem de advertência, Christiane terá a oportunidade de demonstrar para a categoria que está interessada em esclarecer sobre a aplicação do recurso e manter o dialogo. Queremos saber a posição da secretária, caso ela continue esnobando a categoria que busca seu direito e não mantenha o dialogo entre as partes, está sendo discutido junto com a APLB-Sindicato da Regional a ocupação da secretaria por tempo indeterminado.
O manifesto desta quinta-feira aconteceu logo após o término de uma assembleia da categoria, realizada às 8h, onde os professores decidiram por fazer uma caminhada até a Câmara Municipal que apreciava um veto do executivo que retirava uma emenda do Legislativo que tratava do precatório do Fundef inserido na LDO-Lei de Diretrizes Orçamentaria no exício e 2019.
Um dos motivos no manifesto é a falta de negociações com a Prefeitura Municipal de Itabela. Outra assembleia foi marcada para os próximos dias. Será uma assembleia para determinar uma conversa com o Executivo sobre o cumprimento da lei Municipal 522 de 2018 e a aplicação correta do recurso do Precatório do Fundef com as reformas e compra de equipamentos das escolas. Eles reclamam que o dinheiro chegou ha cerca de um ano e até hoje não foi reformado uma escola.
Na discursão estão os pagamentos feitos pelo gestor com recurso do Precatório do Fundef, contas empréstimos consignados, fator Previdenciário (Capremi) e até Sindicato. Para o Presidente do Sindicato estes pagamentos não fazem parte da educação e todos eles são descontados dos servidores o que caracteriza desvio de finalidade na aplicação do recurso.
Estiveram presentes os representantes das delegacias regionais da APLB- Sindicatos, de Porto Seguro, Eunápolis, Itamaraju e Arataca. Ainda fez-se presente, o presidente estadual da APLB Rui Oliveira.