
O presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) foi submetido a uma cirurgia de emergência, nesta quarta (12/09), no hospital Alberto Einstein, em São Paulo, em virtude de uma distensão (inchaço) abdominal progressiva e náuseas.
De acordo com o último boletim médico das 23h, Bolsonaro foi submetido a tomografia de abdômen que evidenciou presença de aderência obstruindo o intestino delgado, indicando a necessidade de cirurgia.
O médico Antonio Luiz de Vasconcellos Macedo responsável pela cirurgia, explicou que a aderência ocorre quando dois tecidos do organismo se juntam numa espécie de cicatriz. Caso dificulte ou obstrua a passagem de alimentos ou líquidos pelo intestino, é considerada uma emergência médica. O problema é uma resposta comum a cirurgias como a primeira operação realizada em Bolsonaro após o atentado em Juiz de Fora.
Durante a cirurgia no Einstein, concluída pouco antes das 23h50, foram retiradas as aderências do intestino e corrigida uma fístula surgida em uma das suturas da primeira operação, de acordo com o jornal Folha de S.Paulo.
Segundo o jornal, os médicos optaram pela cirurgia ao constatarem que o quadro de Bolsonaro evoluiu para uma obstrução total do intestino delgado ou que havia o risco de necrose de partes do órgão.
A expectativa era de que Bolsonaro ainda ficasse por volta de uma semana ou dez dias no hospital, mas, com o procedimento cirúrgico, sua internação deve se prolongar, disse o advogado de Bolsonaro, Gustavo Bebianno. Também deve demorar mais até que o presidenciável possa começar a gravar vídeos para sua campanha nas redes sociais.
O filho do deputado, Flavio Bolsonaro, comemorou o sucesso da cirurgia no Twitter. "Meu pai está pagando um preço muito alto por querer resgatar o Brasil, está literalmente dando seu sangue", afirmou.
Bolsonaro lidera as intenções de voto para a Presidência, de acordo com umapesquisa Ibope divulgada na terça-feira. A sondagem mostrou o candidato do PSL com 26% na disputa, alta de quatro pontos percentuais ante pesquisa do mesmo instituto divulgada antes do atentado. O candidato, porém, também é líder do ranking dos presidenciáveis em quem os eleitores não votariam de jeito nenhum. A rejeição do deputado soma 41%.
Uma pesquisa do Datafolha revelada na véspera indicou a mesma tendência. Bolsonaro aparece na liderança, com 24% das intenções de voto, e rejeição de 43%.