Menina de 9 anos desaparecida é achada morta no Rio Grande do Sul.

Redação - 23/10/2018 - 07:13


O corpo de Eduarda Herrera de Mello, 9 anos, foi achado às margens de uma rodovia estadual em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, na manhã desta segunda (22). A garota estava desaparecida desde a noite de domingo, quando foi levada da frente da sua casa.

Um motorista foi quem encontrou o corpo. Policiais isolaram o local para evitar que a família e também curiosos se aproximassem, mas a mãe da menina conseguiu entrar no matagal. Ela confirmou que o corpo era da filha.

 “Eles não falaram nada. A gente teve que invadir o local para ver o que tinha ali, e tinha diversas balas e outras coisas que eles recolheram”, disse ao G1 a mãe da criança, Kendra Herrera.

A polícia diz que nenhuma hipótese sobre o crime foi descartada até o momento. “Estamos com uma testemunha realizando diligências investigativas. Tudo está sendo apurado. É muito prematuro afirmar o que pode ter acontecido”, conta a delegada Andrea Magno.

A indicação de exames iniciais feitos na menina é de que a causa da morte foi afogamento. Preliminarmente, a polícia afirma que não há sinais de abuso sexual, mas a perícia vai confirmar se houve ou não este crime.

Desaparecimento

Eduarda brincava em frente a casa dela, no bairro Rubem Berta, quando foi sequestrada. O suspeito é um homem de cerca de 40 anos que estaria num carro vermelho e que, segundo vizinhos, circulava pelo bairro. Eles viram o motorista conversando com Eduarda enquanto a mãe dela atendia o eletricista que foi fazer um serviço no local.

“Isso tudo foi tudo em 10 minutos, e aí a pessoa já viu, outro menino já viu, disse que ela estava conversando com uma pessoa em um carro vermelho. Não sabiam dizer marca, não sabiam dizer nada”, conta a mãe da criança, Kendra Herrera.

Segundo a mãe, a menina costumava usar a rampa da garagem para andar de patins. A mãe acompanhava a filha, mas quando notou uma luz falhando na casa decidiu chamar um eletricista. Ela entrou em casa para acompanhar o profissional, momento que deixou Eduarda sem supervisão de um adulto. “Só entrei para mostrar as tomadas. Ela foi descer de roller a rampa na frente de casa. Foram sete minutos. Logo em seguida, o eletricista saiu e fiquei procurando ela. Pensei que estava com os cachorros. Não estava”, contou a mãe ao Zero Hora.

Uma criança que também brincava na rua contou aos familiares que um homem de carro parou para conversar com as duas. Eduarda teria então entrado no veículo, um carro vermelho. Vizinhos contaram que um carro similar circulou na região durante todo o dia. Câmeras serão usadas para tentar identificar o suspeito e o veículo. “Ela é muito extrovertida, muito simpática, é uma criança que todo mundo se encanta. E a gente sempre fala, não chega perto, não conversa. A gente não sabe o que passou na cabecinha dela para ter conversado. O que ele ofereceu, o que ele falou para ela…”, contou Paula Morgani, tia da menina, antes do corpo ser achado.

A mãe, quando notou o desaparecimento de Eduarda, foi até um bar próximo, onde a menina comprava balas e doces, mas não a achou. Na volta, encontrou a amiguinha da filha. “Perguntei: “sabe onde a Eduarda pode estar?” E ela: “Só sei que ela estava conversando com um cara de um carro vermelho. Ele estava convidando ela para comprar casaco”, conta. Foi enão que ela chamou a polícia.

O pai de Eduarda, Robson Gomes de Mello, está preso em regime semiaberto no Instituto Penal de Charqueadas, mas conseguiu liberação para acompanhar a remoção do corpo da filha.

Retrato falado

A Polícia Civil gaúcha divulgou no final da tarde de segunda-feira 22/10  o retrato falado do suspeito de raptar Eduarda. Os investigadores pedem que qualquer informação que possa levar a polícia ao autor do crime seja repassada à Delegacia da Criança e do Adolescente (DECA) pelo número 0800 6426400.

O corpo de um homem foi achado a cerca de 500 metros do local onde Eduarda foi achada morta. Ele ainda não foi identificado e não se sabe se as duas mortes têm relação. Por Redação do Correio da Bahia online.

O pai da menina cumpre pena no regime semiaberto por roubo, receptação e assassinato. “Está sendo, também, conversado com a família no sentido se não estavam sendo ameaçados, se não houve nenhuma briga anterior que envolvesse essa família, então tudo isso está sendo analisado”, disse a delegada Adriana da Costa.

A delegada afirma que a análise preliminar de uma perícia não apontou sinais de abuso sexual. “Inicialmente não foi nos passado essa situação de abuso sexual. Estamos aguardando um detalhamento”, declarou.

Adriana pede que pessoas que tenham visto a menina na tarde de domingo entrem em contato pelo telefone 0800 642 6400. “O importante é que pessoas que tenham presenciado essa criança ou uma criança conversando com alguém, um adulto, nas proximidades deste local, que nos procurem”, disse.

A  família suspeita que a menina foi vítima de um ritual religioso, mas a polícia não confirma, e diz que a investigação não descarta nenhuma hipótese. “Há indícios de prática religiosa no local, mas não podemos afirmar que há relação desse corpo com o que está no entorno daquele local do crime. Então foram recolhidos alguns materiais no entorno do corpo pela perícia afim de que a gente possa fazer uma análise mais detalhada em relação ao local de crime”, disse Adriana. Por Guacira Merlin, RBS TV

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