SALVADOR - O Grupo Boticário anunciou, nesta quinta-feira (08), investimentos de 355 milhões de reais na Bahia. Do total, 240 milhões irão para a construção de uma nova fábrica na Bahia. O restante será aplicado em um novo centro de distribuição. Hoje, o único centro da empresa fica em Registro (SP).
Com a exceção dos produtos de maquiagem, que continuarão apenas sendo fabricados em São José dos Pinhais (PR), todos os produtos do grupo serão fabricados na nova unidade, que começará a ser construída no primeiro semestre de 2012. O prazo da obra é de 18 meses. A unidade terá capacidade de produzir 330 milhões de unidades por ano. O volume potencial da unidade será superior a toda capacidade atual de produção do grupo, que hoje é de 250 milhões de itens ao ano.
“Queremos estar mais próximos da região para atender consumidores, parceiros e franqueados”, disse Arthur Grynbaum, presidente do grupo, em conferência com a imprensa.
Mercado emergente - A Bahia responde por 30% das vendas totais da empresa na região nordeste – onde o grupo apresenta um crescimento acima da média do resto do país. “Com a nova fábrica vamos atender às regiões norte e nordeste e depois podemos abranger também a região centro-oeste”, diz Grynbaum. “Hoje o tempo médio de espera para chegar um produto no nordeste é de 12 dias. Com a nova unidade esperamos que esse prazo caia pela metade.”
Segundo o empresário, o modo de financiar essa expansão será acertado até o começo de 2012. “Estamos avaliando a estrutura para financiar as obras, mas parte virá de recursos próprios e outra parte de bancos dispostos a investir, como o BNDES.”
Trata-se do terceiro investimento do grupo nos últimos meses. Em dezembro, a empresa lançou a marca Eudora, que hoje conta com 300 itens, e no mês passado anunciou a compra de parte minoritária – valor não divulgado por questões contratuais – do grupo Scalina, dono das marcas Scala e Trifil. “Vamos investir cada vez mais em moda”, diz Grymbaum
Para atrair o grupo Boticário, o governo do Estado concedeu incentivos financeiros, como um maior prazo para pagamento de tributos o terreno para a instalação da fábrica e, contudo, deverá ser vendido pelo Estado ao grupo. A tendência é que o empreendimento seja erguido na área de expansão do Pólo Industrial de Camaçari – uma região de 140 milhões de metros quadrados que foi recentemente desapropriada pelo governo do Estado.