
ITABELA - O menino Luan Ferreira Silva, que completaria 7 anos de idade no próximo dia 18 de setembro, que morreu vítima de um atropelamento na tarde deste sábado (10), na Avenida Porto Seguro, esquina com a Rua Rui Barbosa, no centro de Itabela, foi sepultado sem que o corpo fosse necropsiado, por falta de profissional no Instituto Médico Legal (IML) de Eunápolis.
Os familiares do menino Luan, depois de esperar por mais de três horas até a chegada da polícia técnica, que estava vindo de Porto Seguro, e tendo que presenciar a triste cena de ver o corpo da criança estirado no chão, tiveram mais uma decepção.
O corpo da criança que foi removido para o IML de Eunápolis na viatura da funerária Pax Extremo Sul, na noite deste sábado (10), por volta das 19h, só foi liberado para ser velado pelos familiares às 9h deste domingo (11). O corpo de Luan, que permaneceu durante 14 horas no IML, não foi necropsiado por falta de um profissional para auxiliar o médico legista, Dr. Manoel, do IML de Eunápolis.
O descaso nas remoções dos corpos de vítimas de acidentes e homicídios nas cidades de Itabela e Guaratinga por parte do IML de Eunápolis e Porto Seguro é constante. Dificilmente o carro do IML tem realizado o procedimento de transporte dos corpos, e os motivos alegados, quase sempre são os mesmos, falta de combustível ou problemas mecânicos.
O caminhão Mercedes Benz, modelo 1620, baú, de cor branca, placa JOE -9212 de Camacan – Bahia, pertencente à empresa Tristar Supermercados, que atropelou o garoto, continua no pátio da delegacia de Itabela. A mercadoria que se encontrava no interior do baú do caminhão, foi transferida para outro veículo da empresa, ainda na noite deste sábado (10).
O motorista que conduzia o caminhão na hora do acidente não foi encontrado e nem se apresentou na delegacia de polícia até a manhã deste domingo (11).
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