
Estudantes e professores em greve das universidades estaduais da Bahia montaram um acampamento nesta terça-feira (4), em frente a Secretaria de Educação do Estado (SEC). A manifestação cobra diálogo do governador Rui Costa (PT) com a categoria que está parada há mais de um mês.
Ao invés de ir dialogar com os professores, Governador Rui Costa escala tropa de choque da PM para “negociar” com professores grevistas. Os docentes e estudantes das universidades estaduais da Bahia encontraram a entrada da Secretaria Estadual da Educação (SEC) tomada pela tropa de choque da PM na tarde desta terça-feira (04).
Há quase dois meses em greve e com salários cortados, os professores afirmam que reivindicam pacificamente ao governo do Estado, comandado por Rui Costa (PT), maior recurso financeiro, autonomia de gestão, educação pública de qualidade, respeito aos direitos trabalhistas e política eficaz de permanência estudantil.
Ao chegarem ao local, alguns professores passaram a reclamar da presença de contenção e de tropas de choque nos arredores da secretaria. A atitude foi compreendida como um sinal de porta fechada pelo movimento.
Procurado, o secretário de Educação do estado, Jerônimo Rodrigues (PT), não retornou o contato até a publicação desta reportagem. (Bahia Noticias)
A greve nas quatro universidades estaduais da Bahia completa dois meses no próximo dia 9 de junho sem prazo para acabar. Nesta segunda-feira, 03/06, o governador Rui Costa (PT) voltou a dizer que não tem como atender a todas as demandas dos professores da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), Uefs (Universidade Estadual de Feira de Santana), Uesb (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia) e Uesc (Universidade Estadual De Santa Cruz), que estão com os braços cruzados desde abril.
“Não haverá alteração no que foi dito. Não conseguimos fazer mais do que fizemos. O quadro do país só se agravou. Hoje não está melhor do que há dois meses. Hoje está pior. O cenário do Brasil é mais greve do que era há 60 dias. Não é possível oferecer nada. Só posso oferecer aquilo que tenho convicção que posso pagar. Não será oferecido nada além do que foi oferecido”, declarou Rui Costa.
A greve dos professores universitários é maior enfrentada pelo governador baiano desde 2015, quando tomou posse no cargo. Nos últimos dias, o petista acusou a paralisação de ser “partidária” e comandada pelo PSOL. “É inacreditável que um político que se diz de esquerda utilize argumentos tão rasos para desqualificar uma greve legal e legítima”, rebateu o presidente do PSOL na Bahia, Fábio Nogueira.
Para encerrar a greve, Rui Costa determinou o corte no salário dos grevistas, e argumentou que a medida foi tomada para não parecer que os professores estão de “férias”. A Justiça mandou o governador pagar os rendimentos cortados dos docentes da Uneb, mas, segundo a Aduneb (Associação dos Docentes da Uneb), a ordem foi desobedecida.