
Tesouro Nacional promete contar com as comunidades para fazer o cadastro de trabalhadores informais que vão ter direito a receber o "coronavoucher" no valor de R$ 600. Foi o que afirmou o secretário Mansueto Almeida nesta segunda-feira (30). O projeto foi aprovado pela Câmara na semana passada e será analisado pelo Senado.
"Parte [dos informais] já está no Cadastro Único. Parte não é cadastrada. Tem de incentivar e pedir ajuda das comunidades para o cadastramento de vulneráveis no Cadastro Único. É desafio, uma operação de guerra", indicou Mansueto.
Ainda de acordo com mansueto, o pagamento pode ser feito por conta bancária para quem possui. "Tem pessoas que tem um cartão para receber bolsa família. Tem gente na informalidade que em uma 'maquininha' [de pagamento]. Tem de usar todo 'know how'", indicou.
Questionado se o governo não pensa em aumentar o valor do auxílio, Mansueto afirmou que o montante "não é tão pequeno" para a realidade do Brasil.
"Vamos lembrar que estamos em um país que 54% das pessoas que tem carteira assinada ganham menos de R$ 2 mil por mês. Metade das pessoas que tem carteira assinada. O programa social mais importante, mais bem avaliado e elogiado por todas instituições internacionais, é o Bolsa Família, cujo pagamento médio é inferior a R$ 200", pontuou.
"É muito maior do que se pensou inicialmente. Não vai resolver o prolema de desigualdade e miséria do Brasil, mas aí é um problema estrutural, e é outra questão", completou.