Bolsonaro sai fortalecido da queda de braço com Maia

Giro de Noticias - 18/04/2020 - 17:49


Já é sabido que Jair Bolsonaro e Rodrigo Maia não se bicam. Nem mesmo a chegada de um inimigo comum, o coronavírus, fez com que o presidente da República e o presidente da Câmara propusessem uma trégua. A tônica para o mais recente desentendimento entre os dois foi a aprovação na Câmara dos Deputados do Projeto de Lei Complementar (PLC) 149/19.

A medida socorre Estados e municípios que não têm dinheiro para fechar as contas por causa da paralisação da economia. Resumindo: governadores e prefeitos, que adotaram políticas cada vez mais restritivas contra a covid-19, querem a chave do cofre em poder do presidente da República — defensor da retomada das atividades produtivas.

Numa entrevista concedida ontem à CNN, Bolsonaro afirmou que Rodrigo Maia se sente o chefe do Executivo, ao chancelar um projeto que tira ainda mais poderes do Planalto. Maia respondeu que o propósito do presidente é mudar o foco da nova crise: a demissão do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, que deixou ontem a pasta.

Por volta das 22 horas de ontem, internautas subiram a hashtag “ForaMaia”, que, desde então, está nos trending topics do Twitter. Em apenas uma hora, chegou ao segundo lugar, no qual permaneceu durante a madrugada. Perdeu força na manhã desta sexta-feira, 17, mas rapidamente se recuperou e, desde o meio-dia, permanece na primeira posição, ao registrar mais de 1,4 milhão de engajamentos.

Na última semana, essa foi uma das melhores pe rformances dos apoiadores do presidente Jair Bolsonaro no Twitter. A justificativa para o resultado é, certamente, a insatisfação dos brasileiros com as interferências do Legislativo no Executivo. Não só, os parlamentares vêm deixando a desejar, como quando retiraram do Orçamento de Guerra o uso dos fundos eleitoral e partidário para as políticas de combate ao coronavírus.

Outra força que pode ter impulsionado esse número de engajamentos é a decisão do movimento Nas Ruas de conclamar os brasileiros, já descontentes com o engessamento da economia, a protestar contra deputados e senadores pelas rasteiras dadas no povo. Sendo assim, caso o fluxo de engajamentos apresentado se mantenha, são grandes as chances de as manifestações serem bem-sucedidas.

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