
Teixeira de Freitas - A 1ª Feira da Reforma Agrária realizada pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) nos dias 4 e 5 de novembro em Teixeira de Freitas teve uma programação voltada para toda população. Comercializando produtos de boa qualidade e preços mais baratos, os vendedores atraíram milhares de consumidores.
Quem foi à feira em Teixeira de Freitas nesta sexta e sábado encontrou de tudo, queijos, mel, hortaliças, mandioca, doces, frutas, legumes, dentre outras variedades nas mais de 100 barracas erguidas pelos feirantes com produtos vendidos por valores mais baixos que a média da cidade, eliminando a figura do atravessador, um dos responsáveis pelos altos preços dos alimentos nos mercados públicos.
A 1ª Feira da Reforma Agrária já foi realizada em outros Municípios como: Mucuri, Eunápolis e no Município de Itabela, onde a feira já existe de forma permanente aos sábados, de 15 em 15 dias, e agora chegou a Teixeira de Freitas como experimentação, com a finalidade de conhecer a receptividade do público, objetivando instalar a feira outras vezes na cidade.
Para o Coordenador Regional do MST, Ivanildo Flores, a feira em Teixeira de Freitas cumpriu plenamente os seus objetivos, mostrando o dinamismo da agricultura familiar baiana. O coordenador disse ainda que o evento foi apenas uma amostra do resultado do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, que possui produtores comprometidos com agricultura. Segundo Ivanildo foram comercializadas na feira 550 toneladas de produtos vindos de acampamentos, assentamentos quilombolas, povos indígenas e pescadores artesanais de todas as regiões do extremo sul. Ivanildo Flores destaca que a feira também foi o espaço para debates de caráter técnico sobre a execução de políticas públicas com reuniões técnicas e colegiadas. “Quem veio pôde ver que a agricultura familiar produz muito e com qualidade. Ano a ano os produtos melhoram. Além disso, este também é um momento privilegiado para a troca de informações entre quem produz e quem consome”, completou Ivanildo.
“Com uma Banca de Educação Popular em Saúde, os feirantes e visitantes da feira participaram de rodas de conversa sobre “agroecologia e saúde no campo” e “previdência social para trabalhadores do campo”. “Toda a programação foi construída pelo MST, em parceria com órgãos públicos, contando com oficinas práticas, debates e intervenções artísticas, inclusive com exposições de plantas e ervas, com nomes populares e especificações de uso, comercialização de artesanatos produzidos em áreas de reforma agrária”. Enfatizou o coordenador.
A coordenadora de produção do MST em Itabela, Vilma Mesquita, destacou o sucesso do evento e reafirmou as intenções do movimento, que pretende implantar a feira em várias cidades e distritos da região, proporcionando ao consumidor um produto de melhor qualidade, preços mais baixos e ao mesmo tempo, incentivando os trabalhadores a produzirem mais.