ITABELA - Na manhã dessa terça-feira (08), a reportagem do site Giro de Notícias esteve na Escola de Educação Profissional Agrícola de Itabela, para registrar imagens do lugar, no sentido de mostrar o descaso do poder público estadual e municipal com a referida escola profissionalizante.
Localizada às margens da BR 101, na região conhecida por Defunto Lavado, a 8 quilômetros da cidade de Itabela. A realidade da unidade de ensino vive ao inverso do que falam os homens públicos do Município. O que ouvimos na manhã desta terça foram muitos reclames da população que mora no local e nas regiões circunvizinhas, dizendo que a unidade de ensino vive o pior momento de abandono desde que ficou pronta a 8 anos.
A nossa reportagem registrou imagens e ouviu depoimentos que deveria comover qualquer gestor público. “Tenho filhos em idade produtiva, mas que ainda não têm um emprego por falta de preparação profissional. Moro aqui em frente a esta escola e imagino o quanto ela poderia ajudar na formação dos meus filhos e de outros jovens por aí. Toda esta estrutura foi feita com recursos públicos, do nosso bolso, e não temos o direito, sequer, de vê-la funcionando” – disse uma moradora emocionada que não quis ser identificada.
A escola agrícola possui mais de 20 salas, incluindo refeitórios, sala de aula, secretaria, entre outras, foi construída na gestão do ex-prefeito Bernardino Carmo de Souza, o Dino Pereira. A escola chegou a funcionar por um período nos dois mandatos de Dino Pereira e Júnior Dapé, mas nos 8 anos de existência desta escola, a população de Itabela usufruiu bem pouco de seus serviços. É um verdadeiro elefante branco.
O descaso com a coisa pública começa logo na chegada, a escola sendo tomada pela vegetação que insiste em esconder o prédio, parte da cobertura desabando, sem água, banheiros entupidos, portas e janelas quebradas. A escassa manutenção é realizada pelos próprios moradores. “Vez ou outra vem alguém da Secretaria de Educação dizer que vai ativar a escola, então a gente limpa os matos, que quase cobrem tudo, mas ninguém vem. São apenas promessas e a gente fica triste, pois temos filhos e gostaríamos muito de poder contar com este centro para a educação profissional deles. Neste Estado, pobre nunca tem vez, pois na localidade onde moro, todos os dias vejo jovens envolvidos com atividades ilícitas, quando na realidade poderiam estar se preparando, aqui, para ter seu primeiro emprego” – destacou uma moradora.
A nossa reportagem também constatou um segundo prédio no mesmo local, construído com recursos públicos, que se transformou em um depósito de pneus velhos da Prefeitura Municipal de Itabela.
Nos mais de 3.000 metros quadrados de construção, apenas 20 vinte alunos do ensino fundamental estudam no período da manhã.