Segundo Bolsonaro, faltou à Ford dizer a verdade eles querem subsídios. Após deixar o Brasil, Ford anuncia investimento de U$ 580 milhões em fábrica na Argentina.

Giro de Noticias - 13/01/2021 - 11:22


O presidente da República, Jair Bolsonaro, afirmou nesta terça-feira, 12, a apoiadores que o fechamento das fabricas da Ford no Brasil aconteceu porque a empresa “perdeu para a concorrência” e “em um ambiente de negócios, quando não se tem lucro, se fecha”.

“Assim é na vida e na nossa casa”, completou o presidente que disse lamentar a escolha da montadora de encerrar a produção no País e do fechamento de 5 mil postos de trabalho.

Em dezembro do ano passado, a empresa comunicou um programa de investimentos de US$ 580 milhões (cerca de R$ 3,17 bilhões) na Argentina. O presidente da República afirmou também que a montadora recebeu R$ 20 bilhões em renúncia fiscal do governo e subsídios e questionou aos apoiadores se estes gostariam de continuar “dando R$ 20 bilhões a eles”.

Infelizmente a Ford está saindo do mercado de veículos de passeio e focando somente em caminhonetes, Mustang e lançamentos mundiais como a territory! Mas a Ford perdeu mercado no Brasil e foi culpa dela mesmo! Carros caros, manutenção cara, câmbio problemático nas linhas automatizadas que tentaram empurrar em nós brasileiros! Colheu o que plantou, deveria ter usado outras estratégias e de uma forma possível de até subsidiar com o Governo Federal. Fico somente triste pelos desempregados!! Que Deus dê sabedoria aos proprietários e Diretores dessa indústria Multinacional.

Nos últimos anos, a Ford mudou sua estratégia no Brasil em várias frentes. Em relação a produtos, reduziu significativamente presença no segmento de automóveis para concentrar-se no de picapes e utilitários esportivos – a maioria, importada. Além disso, há um ano, abandonou a produção de caminhões, o que a levou a fechar a fábrica de São Bernardo do Campo, no ABC.

Mas o que mais chama a atenção é que faz quase uma década que a montadora americana não anuncia nenhum grande plano de investimento para o Brasil. O último, de R$ 4 bilhões, esgotou-se em 2015.

Porém, a Ford iniciou um novo ciclo de investimentos para a fábrica em General Pacheco (Argentina), onde a empresa monta a Ranger, com um aporte de US$ 580 milhões (R$ 3,05 bilhões) no complexo para produzir a próxima geração da picape média. A 4ª geração global da Ranger será desenvolvida de forma a ser a base para a próxima Volkswagen Amarok. A apresentação está prevista para 2021, porém só dará as caras na América Latina em 2023, quando inicia a produção local.

“Este é um passo importante para a Ford na América do Sul para implementar um novo modelo de negócio mais eficiente, ágil e inovador construído sobre nossos pontos fortes em segmentos em crescimento, com um portfólio vibrante e moderno de SUVs, picapes e veículos comerciais”, afirma Lyle Watters, presidente da Ford para América do Sul e mercados internacionais.

Este investimento já havia sido adiantado em setembro, quando Felipe Solá, ministro das Relações Exteriores da Argentina, revelou em uma entrevista que a Ford preparava este aporte no país vizinho – apenas errou na quantia, dizendo que seriam US$ 700 milhões. O uso do dinheiro pra produzir a nova Ranger também não é uma surpresa, pois é o único veículo que a marca norte-americana monta em General Pacheco desde o fim do Focus.

O plano inicial era que a Ford e a Volkswagen iriam dividir os custos para produzir a Ranger e a Amarok em conjunto. As duas fabricantes iniciaram uma parceria global para veículos comerciais e elétricos, fazendo com que a Ford fique encarregada de desenvolver a Ranger e compartilhar tudo com a Volkswagen para a nova Amarok. Há rumores até de que a picape da VW pode usar motores da Ford.

No entanto, a mídia argentina descobriu que o relacionamento entre as duas no país azedou um pouco e a Volkswagen decidiu que irá montar a Amarok na África do Sul. A Ford não desistiu de sua estratégia e investiu para continuar a fabricação da picape média na América Latina. Esta disputa afeta apenas a estratégia na região, pois a Amarok ainda será feita com base na Ranger.

O novo investimento para General Pacheco estaria em estudo há mais de um ano, segundo o site Argentina Autoblog. Quando Solá “vazou” as informações sobre o aporte, a Ford não quis comentar e a razão seria porque a matriz ainda não havia batido o martelo a respeito do projeto. Mesmo com o valor usado na Argentina, a produção será somente para a América Latina, pois a picape também será montada na África do Sul e Tailândia, que abastecerão outros mercados como Ásia e Europa.

Apesar da apresentação global estar prevista para 2021, já temos algumas informações sobre a nova Ranger. Documentos obtidos pelo site austraiano CarExpert adiantam que a picape média terá o 2.0 biturbo diesel de 213 cv e 50,9 kgfm como a motorização mais básica, passando para o 3.0 V6 turbodiesel de 253 cv e 60,8 kgfm usado também pela F-150 (e que iria aposentar o 3.2 de cinco cilindros). A opção a gasolina seria o 2.3 turbo de quatro cilindros com um sistema híbrido plug-in, entregando 367 cv e 69,3 kgfm, com um consumo por volta de 33 km/litro.

O possível visual da Ranger também foi revelado em imagens vazadas que foram publicadas pelo site Whichcar em 2019, que mostram uma picape com elementos da F-150. Na época, a fabricante pediu que a publicação retirasse as imagens do ar, o que aumentou as especulações de que as fotos são reais. Claro, há chances de que seja apenas um estudo inicial e que o design final tenha mudado desde então.

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Mentiroso. Nunca assumi nada , só culpa os outros.
Mito