ITABELA - Renato Soares Coelho confessou para a delegada de Itabela, Dra. Ana Paula, que foi ele quem matou e jogou o corpo de sua companheira dentro da represa. O crime aconteceu na manhã desta segunda-feira (14), por volta das 11h, na fazenda de propriedade do senhor José Bortotti, no km 780, às margens da BR 101, no Município de Itabela. A vítima, a dona de casa Benedita Jesus dos Santos, de 36 anos, natural de Itamaraju, foi morta com uma paulada na cabeça desferida pelo marido e depois jogada dentro de uma represa.
O crime foi descoberto devido à persistência da delegada em desvendar o bárbaro assassinato que chocou os moradores do local. Para elucidar o caso, Dra. Ana Paula contou com a ajuda de populares e principalmente do filho mais velho do casal, que procurou a delegada na tarde desta quinta-feira (17) para denunciar o próprio Pai. Ele contou para a delegada que seu pai teria mentido no depoimento que prestou logo após o homicídio. De acordo com o filho, o pai não estava na roça trabalhando na hora do crime, como teria declarado.
Após ouvir o rapaz, a delegada designou que o policial civil Fábio e o agente Francisco Júnior fossem até Itamaraju na casa da mãe de Benedita, onde Renato estava escondido, e conduzissem o mesmo para a delegacia de Itabela. Por volta das 19h Renato contou com detalhes para a delegada, Dra. Ana Paula, como teria matado sua mulher. “Eu estava com muita raiva dela por ter ficado sabendo que ela estava me traindo com um homem que mora na localidade, então fui até a represa onde ela estava lavando roupas, nós discutimos, então eu peguei um pedaço de madeira, bati na cabeça dela e depois a empurrei para dentro da represa”. Indagado pela delegada onde estaria o pedaço de madeira usado no crime, Renato disse não se lembrar de onde o teria deixado.
O filho do casal e autor das denúncias contra o Pai nos contou que a sua irmã menor, de sete anos, estava com a mãe na hora do crime. O filho lamentou a morte da mãe, que deixou sete filhos. Ele pede por justiça.
A delegada, Dra. Ana Paula, vai pedir à justiça a prisão temporária do assassino confesso do bárbaro crime, que tem indícios de requintes de crueldade. Existem suspeitas de que Benedita foi jogada ainda com vida dentro da represa.
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