
A partir dessa semana, faremos uma seleção de matérias relacionadas à área de Recursos Humanos com tudo o que você precisa saber para ficar por dentro das principais notícias e novidades. Nesta semana, falaremos sobre a participação das mulheres no mercado de trabalho, de adicionais de insalubridade e periculosidade, dos impactos da reforma da previdência na área de RH e daremos dicas de como aproveitar melhor o tempo no trabalho.
Com a proximidade do Dia Internacional da Mulher, o Site Giro de Noticias, publicou um levantamento com dados sobre a participação feminina no mercado de trabalho. A principal constatação é a de que as mulheres continuam em minoria no mercado de trabalho e recebendo salários inferiores aos homens. Apenas 37% dos cargos de direção e gerência são ocupados pelo sexo feminino e os salários são, em média, 24% menores que os dos homens.
As condições que caracterizam o trabalho perigoso ou com insalubridade são claras para você? Exemplos de operações com insalubridade são as que expõem empregados aos agentes nocivos à saúde como ruídos excessivos, radiação ou agentes químicos. Já o trabalho perigoso se refere aos que exigem contato permanente com explosivos, materiais inflamáveis ou atividades que demandam uso de motocicletas, por exemplo.
Com o envelhecimento da população ativa, as empresas precisarão lidar com novos desafios, bem como fazer a revisão do planejamento de carreira e da remuneração, visando equilíbrio na evolução salarial dos profissionais. Também será necessária a revisão de práticas de segurança e medicina do trabalho, já que alguns riscos naturais são mais propensos de ocorrer com idosos. A convivência entre diferentes gerações no ambiente de trabalho deverá ser debatida, já que a diferença de idade entre os funcionários mais jovens e os mais velhos será ainda maior.
A crise no mercado de trabalho atinge de forma desigual diferentes grupos sociais e regiões do Brasil. O índice de desemprego no país é de 11,8%, mas a taxa é maior para mulheres, jovens e pessoas com baixa escolaridade. É o que mostram os dados do quarto trimestre de 2017 da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) trimestral divulgada na sexta-feira (23) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Além dos desempregados, esses grupos também são os mais afetados entre os trabalhadores subutilizados, contingente que soma 26 milhões de pessoas no Brasil."Historicamente, a população mais afetada pela falta de oportunidade no mercado de trabalho são as mulheres, os mais jovens - muito por conta da falta de experiência – e os pretos e pardos”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.
Os dados do IBGE mostram que a taxa de desemprego é maior entre as pessoas com menor escolaridade. Os mais afetados são aqueles que têm ensino médio incompleto - para esse grupo, a taxa é de 20% -, contra 6,2% para os profissionais com curso superior.
O estado onde o desemprego foi mais alto no fim de 2017 é o Amapá, seguido de Pernambuco e Alagoas. Já Santa Catarina, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul tiveram as menores taxas.O ano foi marcado pela expansão forte dos trabalhadores autônomos, os chamados por conta próprio, o que segurou a taxa de desemprego.
No 4º trimestre do ano passado de 2020, comparado com o mesmo período do ano anterior, apenas oito estados não tiveram aumento no número de trabalhadores por conta própria. São Paulo, Minas Gerais, Espírito Santo, Santa Catarina, Paraná e Mato Grosso do Sul alcançaram recorde no número de pessoas trabalhando nesta condição.
“O trabalhador por conta própria é uma pessoa que desenvolve atividade econômica e não tem emprego. Essa população aumenta em momentos de crise econômica. Associada ao emprego sem carteira, ela indica o trabalho informal, ou seja, o aumento do trabalho precário”, afirmou o coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo.