Lula sem condenações: os desdobramentos na Justiça e na política

Giro de Noticias - 09/03/2021 - 09:58


Em julho de 2017, o então juiz Sergio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba, condenou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela primeira vez, no caso do tríplex do Guarujá. Em janeiro de 2018, a decisão foi confirmada em segunda instância pelos três desembargadores do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, sentença que resultou na prisão do petista e o tornou inelegível.

 Na sequência, em fevereiro de 2019, a juíza Gabriela Hardt, substituta de Moro em Curitiba, proferiu nova sentença, dessa vez relacionada às reformas feitas por empreiteiros no sitio de Atibaia, usado por Lula.

Todos esses atos, porém, foram anulados na segunda-feira, por decisão do ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro sustenta que as condenações de Lula não estão relacionadas especificamente à corrupção na Petrobras, mas sim a uma "extensa gama de de órgãos públicos em que era possível o alcance dos objetos políticos e financeiros espúrios". Nesse caso, afirma o ministro do STF, essas investigações não caberiam à Justiça Federal de Curitiba.

Agora, essas acusações serão analisadas pela Justiça Federal do Distrito Federal. A reação foi imediata na Justiça, no mercado financeiro e também no mundo político, com reações de parlamentares e do próprio presidente Jair Bolsonaro, que retomou a polarização com o PT e, em entrevista CNN Brasil, atacou Fachin, considerado um dos principais defensores da Lava-Jato no STF.

No Ao Ponto desta terça-feira, a repórter Carolina Brígido e o colunista Merval Pereira analisam os desdobramentos da surpreendente decisão de Edson Fachin no Judiciário e nas articulações para a disputa presidencial de 2022.

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