
O reflexo negativo em casos excepcionais de saúde no sistema de saúde de Eunápolis e da região em casos extremo, como a falta de leitos de UTI neonatal, foi gerado ao longo dos anos na gestão do ex-prefeito Robério Oliveira que administrou o Município de Eunápolis por 8 anos e do governo Rui Costa e seu antecessor, Jaques Wagner, que estão há anos a frente da Bahia e não tiveram os cuidados de fazer investimentos em leitos de UTI adulto e neonatal para o sul e extremo sul do estado.
O maior descaso com a saúde em casos extremo de alta complexidade na administração de Robério, que esteve 8 anos como mandatário do município, foi visto quando a Cordélia Torres tomou posse na prefeitura em 1º de janeiro de 2021, em visita ao Hospital Regional no mesmo dia, foi constatado que os 10 leitos de UTI do referido hospital, apenas três estavam funcionando e ambos adulto, nenhum neonatal.
Diante disso, vejamos a situação atual em 2 meses e 20 dias após a posse, um bebê que nasceu no Hospital Regional, em Eunápolis, com uma cardiopatia – doença no coração – depende da transferência para um hospital com UTI neonatal a fim de ter melhores condições de sobrevivência, más não tem disponível no estado. A criança nasceu no dia 4 de março, sem que fosse constatado qualquer problema.
A mãe, a dona de casa Jennifer Ribeiro, 28 anos, conta ao radar 64 que, após o parto, ela e a filha receberam alta hospitalar e foram para casa. No último fim de semana, porém, a recém nascida começou a apresentar sintomas de gripe. Foi levada ao PSF na segunda-feira (15) e medicada, mas não melhorou. Na quarta-feira (17), ao perceberem que a filha estava ficando roxa, Jennifer e o marido a levaram para o Hospital Regional, onde, após vários exames, foi diagnosticada a cardiopatia.
Devido à gravidade do quadro e à falta de UTI neonatal no Regional, o médico pediu a transferência do bebê para um hospital em Itabuna ou Salvador. Por causa da urgência em conseguir a transferência, a família procurou o Ministério Público, onde foi informada que só deverá haver vaga na próxima terça ou quarta-feira, e mesmo assim não é garantido.
“Estamos com o coração na mão. Nossa filha teve três paradas cardíacas na madrugada passada e outra hoje ao meio-dia. O médico disse que ela também vai precisar passar por cirurgia. Não sabemos quanto tempo ela conseguirá agüentar”, lamentou a mãe.
Jennifer disse que o pré-natal foi feito no PSF (Posto de Saúde da Família) do bairro Juca Rosa e em nenhum momento foi notado qualquer problema com o feto, mesmo ela tendo feito exame de ultrassom durante a gravidez. “Para mim foi uma surpresa descobrir esse problema, pois nunca me falaram nada durante o pré-natal”, afirmou.
Segundo Jennifer, os médicos disseram que provavelmente o bebê já nasceu com a cardiopatia, mas não havia sido diagnosticada antes porque é comum demorar uma ou duas semanas após o parto até que os sintomas apareçam.
Este descaso com a saúde vem sendo gerado há muitos anos em Eunápolis e a população são sabedores desta situação. Cordélia em menos de um mês colocou mais três leitos de UTI em funcionamento e agora quer colocar leito de UTI neonatal. Hoje segundo o Diretor do Hospital Regional, Lucio Oliveira França, já são 7 o número de leitos de UTI em funcionamento.
Ainda segundo o Diretor do Hospital Regional Lucio França, devido a falta de UTI Neonatal, foi adotado medidas que vai minimiza a falta dos leitos, com a contratação de um Médio Pediatra Neonatologista para acompanhar todas as manhã os recém nascidos.