
O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) foi às redes sociais nesta segunda-feira (29/3) comentar a morte do soldado Wesley Góes, de 38 anos, da Polícia Militar da Bahia (PMBA). O militar foi morto após ter um surto psicótico e disparar tiros de fuzil contra a guarnição do Batalhão Operações Especiais (Bope), na tarde de domingo (28/3), no Farol da Barra, em Salvador (BA).
Segundo o filho do presidente, Wesley foi morto porque “prender trabalhador é a maior punição” de um “vocacionado em combater o crime”, escreveu Eduardo. “Esse sistema ditatorial vai mudar. Protestos pipocam pelo mundo e a imprensa já não consegue abafar. Estão brincando de democracia achando que o povo é otário”, comentou, em crítica às medidas de isolamento social decretadas no estado para contenção do coronavírus.
Para conter a covid-19, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), prorrogou as medidas restritivas até o dia 5 de abril. Por causa da pandemia, Salvador e todas as cidades da Bahia também estão com decreto de toque de recolher. Com isso, está restrita a circulação noturna de pessoas e só funcionam os serviços essenciais.
Protestos e repercussão nas redes sociais
A morte do soldado causou a reação de lideranças de entidades que representam os policiais militares. Logo após a confirmação da morte de Goés, um grupo de PMs - ligados à Associação de Policiais e Bombeiros e de seus Familiares do Estado da Bahia (Aspra-BA) - que se concentrou em frente ao Hospital Geral do Estado (HGE), convocou uma assembléia.
Nas redes sociais, circulam vídeos do episódio. Em um deles é possível ver o momento em que o policial atira contra os colegas e recebe o revide. O disparo por pouco não atingiu um dos policiais que tentavam negociar a rendição.
Palavras usadas pelo soldado antes de morrer
NÃO VOU DEIXAR,
NÃO VOU PERMITR,
QUE VIOLEM A DIGNIDADE HUMANA
DE UM TRABALAHDOR
O soldado logo que chegou ao farol da barra pintou o rosto de verde e amarelo. Aproximadamente às 18h35, o soldado verbalizou que havia chegado o momento, fez uma contagem regressiva e iniciou os disparos contra as equipes do Bope. Houve revede e após pelo menos 10 tiros, o soldado foi neutralizado e socorrido para o Hospital Geral do Estado (HGE).
Os protestos pela morte do policial continuam em vários municípios do Estado e em Salvador, além de policiais, aderiram às manifestações comerciantes e trabalhadores que estão a meses impedidos de abrir seus comércios.