
Os ânimos se acirraram entre os senadores Otto Alencar (PSD-BA) e Eduardo Girão (Podemos-CE) na sessão desta terça-feira (18) da CPI da Pandemia. Os parlamentares trocaram acusações e ofensas. Os xingamentos trocados entre eles passaram por “mentiroso” e “charlatão”. Diante da situação, o presidente do colegiado, senador Omar Aziz (PSD-AM) suspendeu a sessão por 10 minutos.
A discussão começou quando Otto fez uma correção sobre dados da vacinação apresentados pelo senador Girão durante uma pergunta feita ao ex-ministro Ernesto Araújo, em que sugeriu que o Brasil estaria 4º lugar entre os países com mais vacinados no mundo. Otto, por sua vez, rebateu o colega e apresentou o dado de que 47% dos idosos do Brasil ainda não tomaram a 2ª dose da vacina contra a Covid-19 e que ao considerar as pessoas com esquema vacinal completo (com duas doses), o país somava menos de 10% da população.
Girão pediu a palavra e cravou que o número era de quase 15%. E acusou Otto de afirmar que ele havia faltado com a verdade. O senador baiano então pediu que o colega agisse com honestidade e sinalizou que o correto é considerar a administração de duas doses. Foi então que os ânimos se exaltaram.
Girão chamou Otto de charlatão, e o baiano respondeu que charlatão é quem receita medicamentos sem ser médico, em alusão a cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina.
O senador do Ceará também sugeriu que Otto estaria incomodado porque ele defende a investigação sobre o Consórcio Nordeste “e o que está acontecendo na Bahia”.
O senador Girão falou corretamente o número de vacinas e vacinados que é de 57,6 milhões de doses aplicados, ou seja, 18,23% da população brasileira. O senador Otto quis diminuir o número de vacinas, ou ele não teria de fato conhecimento do total de vacinas no Brasil
Gião falou repetidamente, que Otto estaria defendendo a investigação ao consórcio nordeste e ainda disse em bom tom, o senhor não quer a verdade, vamos juntos saber sobre os recursos destinados a Bahia do eu Governo.