Médicos completam 67 dias sem receber os salários em Itabela

- 10/07/2008 - 20:11


ITABELA – Nesta quinta-feira, dia 08 de julho de 2010 completam 67 dias que médicos e enfermeiros do município de Itabela (BA) estão sem receber os salários. Devido à falta de pagamento, muitos profissionais não têm comparecido aos postos de saúde e ao hospital do município. Está previsto uma paralisação a partir desta sexta-feira (09/07), caso não seja efetuado o pagamento dos profissionais da saúde.

O vice-prefeito Adilton do PT em entrevista ao programa Giro de Notícias da Rádio Itabela FM nesta quarta-feira, garantiu que até o dia 10 deste mês serão pagos todos os salários atrasados.

Por falta de pagamento, o Hospital frei Ricardo chegou a ficar quatro dias sem médicos, pacientes que procuravam atendimento voltavam para casa sem serem atendidos. Pessoas com casos mais graves que necessitavam de transferência para hospitais da região, não podiam ser transferidas por falta de um médico para assinar o encaminhamento.

A saúde pública de Itabela vem enfrentando grandes problemas desde que o prefeito Osvaldo Gomes Caribé assumiu o governo em 2009, em apenas 1 ano e 5 meses três secretários já estiveram à frente da secretaria municipal de saúde.

Devido à falta de médicos, remédios e o mau atendimento na saúde. No dia 23 de fevereiro de 2010 a Promotoria de Justiça da Comarca de Itabela (BA) pelo ofício de N°. 003/2010, informou ao prefeito que na presente data se instaurou um inquérito civil visando apurar irregularidades no fornecimento de medicamentos e materiais pensos tendo por base dois contratos firmados entre a prefeitura municipal e a empresa Itamed Comércio de Medicamentos.

O promotor comunicou também que estava solicitando uma auditoria a ser realizada pela Secretaria de Saúde do Estado da Bahia (SESAB) e o envio de cópias deste inquérito ao Ministério Público Federal, por supostas irregularidades na aplicação de verbas federais.

Técnicos da SESAB estiveram na cidade de Itabela no início deste mês de julho e fiscalizaram diversos seguimentos da saúde como: PSF’s; centro de marcação; hospitais e outros, tanto na sede quanto nos distritos.

Os auditores da SESAB durante os dias que permaneceram na cidade foram procurados por nossa reportagem, mas não quiseram gravar entrevista.

Por: J. Alencar

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