Universitária foi morta em Feira de Santana pelo companheiro e não pelo pai

J. Alencar - 14/12/2011 - 12:36


Wilton, após deflagrar dois tiros contra a cabeça de Raíssa, encostou a arma no próprio queixo e disparou.

FEIRA DE SANTANA - A estudante universitária Raíssa Cristina Pereira Lemos, 20, que morreu nesta terça-feira (13) no Hospital Regional de  Feira de Santana, foi baleada nesta segunda-feira (12) pelo companheiro e não pelo pai, conforme informou nesta terça a delegada, Dra. Ana Virgínia Paim, titular da Delegacia Especial de Atendimento à Mulher (DEAM) daquele município.

De acordo com o relato de familiares à delegada, Wilton Marques da Silva, 45, era companheiro de Raíssa há seis anos, e ela já teria vindo de Goiás para a Bahia na companhia dele. Em Feira de Santana, a jovem teria dito a todos os amigos que Wilton era seu pai, inclusive costumava chamá-lo assim, mas os parentes não souberam explicar a razão. A delegada informou que, em função da nova versão, o caso será investigado como crime passional, motivado por ciúmes.

A mãe da jovem, que mora em Portugal, não teve condições emocionais de voltar para reconhecer o corpo, e um tio de Raíssa veio em seu lugar. O corpo da jovem será liberado hoje quarta-feira (14) e encaminhado para Anápolis (GO). A família não quis falar com a imprensa.

A jovem Raíssa, que era estudante de odontologia na Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), foi atingida com um tiro na testa, na segunda-feira (12), disparado por Wilton, que, em seguida, suicidou-se com um tiro no queixo.

Wilton morreu no local, enquanto Raíssa foi levada pelo Serviço de Atedimento Móvel de Urgência (Samu) para o HGCA. Ela foi submetida à intervenção cirúrgica, mas os médicos suspeitaram de morte encefálica e abriram um protocolo para confirmação. Raíssa morreu antes mesmo desta resposta, segundo informações do centro cirúrgico do hospital.

De acordo com testemunhas, a estudante estava saindo de casa acompanhada de uma amiga, quando foi abordada por Wilton. Eles conversaram por alguns minutos e depois ele deflagrou um tiro em sua testa. Em seguida, encostou a arma no queixo e disparou. Testemunhas afirmam que o assassino estava escondido, à espera da saída da jovem.

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Era meu pai que eu não conheci vim procura não google pelo nome que eu tinha e sube do acontecido tou muito triste
Karoline martins