
O Fundo Monetário Internacional disse que o desempenho econômico do Brasil tem sido melhor do que o esperado “em parte devido à resposta enérgica das autoridades” à medida que a economia emerge da desaceleração causada pela pandemia.
O FMI divulgou no dia 24/09/2021, que a economia do Brasil recuperou o nível anterior à pandemia no primeiro trimestre deste ano e que o ímpeto continua “favorável”, apoiado pelos resultados positivos dos termos de troca e crescimento “robusto” do crédito ao setor privado.
“Um mercado de trabalho em melhoria e altos níveis de poupança das famílias apoiarão o consumo e, à medida que a vacinação continuar, a demanda reprimida por serviços pessoais retornará”, diz o relatório do FMI.
A previsão do Fundo para o crescimento econômico da maior economia da América Latina é de expansão de 5,3% do Produto Interno Bruto em 2021, inalterada em relação à estimativa de julho.
O FMI projeta que o Brasil deve crescer 5,3% em 2021. Para 2022 e 2023, as estimativas são de 1,9% e 2%, respectivamente.
O FMI avaliou em relatório como positiva a atuação do Banco Central brasileiro ao adotar um ciclo de alta de juros a fim de combater a alta dos índices de preços ao consumidor, que foi motivada em boa medida pela depreciação cambial e elevação de preços de commodities.
“Diretores apóiam a atual (postura) de aperto da política monetária para enfrentar o aumento da inflação e manter as expectativas de inflação bem ancoradas”, apontou o FMI, no documento.
O FMI prevê que o IPCA subirá 5,8% neste ano, baixará para 3,7% em 2022 e recuará um pouco para 3,3% em 2023. Entre 2024 e 2026, a instituição multilateral prevê que o indicador apresentará taxa de 3% nestes três anos.
Em setembro deste ano, o Brasil atingiu 41,8 milhões de empregos com carteira de trabalho assinada. Essa quantidade é 3,4 milhões (9%) a mais que em janeiro de 2019 (38,4 milhões), quando o presidente Jair Bolsonaro assumiu como chefe do Executivo. O levantamento de Oeste foi realizado com os dados mais atuais do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério do Trabalho.
O Brasil fechou setembro com 2,4 milhões de empregos formais a mais que no início da pandemia (39,4 milhões, em janeiro de 2020), e 3,9 milhões que no pior mês desde o surgimento da coronavírus (37,9 milhões, em junho de 2020).
A quantidade de empregos também supera a registrada no final do governo Dilma Rousseff. Quando a ex-presidente sofreu o impeachment, em agosto de 2016, o país tinha 37,9 milhões de trabalhadores com carteira assinada, o que é 3,9 milhões menos que os 41,8 milhões de empregados no Brasil atualmente.