
A gravação feita em um áudio pelo prefeito Francisqueto, no dia 13 de novembro, após o ex-prefeito de Itabela, Dino Pereira, fazer comentários na emissora comunitária 104,9, sobre um protocolo de denúncias de supostas irregularidades em pagamentos de transporte escolar durante a pandemia, pelo vereador Filipe Maciel, virou um dos assuntos mais comentados nos últimos dias.
Na gravação o prefeito Luciano faz criticas ao ex-prefeito, Dino Pereira, de não ter sido um prefeito honesto e certinho quando foi prefeito de Itabela. Na mesma gravação, ele diz que Dino não teria moral pra acusar ele e seguiu ainda dizendo que estava com tanta raiva que nem queria topar de frente, que poderia até dar um porrada na cara dele.
Políticos ligados ao ex-prefeito reagiram dizendo que o áudio enviado pelo prefeito Francisqueto por meio de um aplicativo de mensagem, foi de caráter intimidatório.
Foi o caso do deputado Federal Valmir Assunção (PT-BA) que chegou a usar a Tribuna da Câmara Federal nesta quarta-feira (17/11), para acionar a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados, para apurar sobre supostas ameaças do prefeito Luciano Francisqueto (Republicanos), de Itabela, ao ex-prefeito do município, Dino Pereira.
O documento encaminhado ao presidente da comissão, deputado Carlos Veras (PT-PE), detalha o caso como mais um ataque à imprensa e à liberdade de expressão e cita Bolsonaro como exemplo.
A reportagem do Giro de Noticias, conseguiu ouvir a versão do prefeito Luciano Francisqueto, que também é presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território da Costa do Descobrimento (CONDESC).
Perguntado sobre o episódio, Luciano Francisqueto, respondeu que não teve e não tem intenção de intimidar o ex-prefeito e nem passa pela cabeça dele partir para um ato violento e que a gravação foi apenas um momento repentino de raiva pelas acusações sofridas e que considera desnecessária e inconveniente em um momento de muita luta para sanar os graves problemas que a pandemia trouxe para vários seguimento da sociedade e um deles o transporte escolar.
Sobre a denúncia do vereador Filipe Maciel ao Ministério Público Federal, sobre uma suposta irregularidade no pagamento do transporte escolar, o prefeito disse que ele está fazendo o papel dele e é compreendida a atuação do vereador e se tiver algo errado tem que ser apurado e o culpado punido.
Em relação a fala do deputado Federal, Valmir Assunção, o prefeito Luciano disse que o deputado deveria usar a tribuna para cobrar segurança e anunciar uma emenda para realizar redes de retirada das águas que alagou varias residências na cidade. Diferente dele o Uldurico Junior não usou a Tribuna mais mandou 700 mil para retirar água da Rua ACM.
Sobre o pagamento do transporte escolar
Em relação ao pagamento feito ao transporte escolar, o prefeito disse que tudo foi feito dentro da regularidade e com a necessidade em tempos de Covid-19. Tudo foi feito acompanhando e deliberado pelo conselho e com as medidas e definições do calendário escolar das escolas de seus clientes. Algumas das escolas irão repor aulas aos finais de semana, outras pensam em contra-turno ou horários diferenciados.
Foi utilizados os mesmos contatos/contratos existentes com o objeto temporariamente do serviço (durante a epidemia/fechamento das escolas). Isto é, utilizar a mesma linha/rota de busca/entrega das crianças, para efetuar entregas de produtos em geral de alimentação e/ou higiene e as entregas e buscas de atividades escolares para evitar os deslocamentos de pais e alunos e assim, evitaria o risco de contágio pelos pais (diminuindo saídas), e manteria o pagamento do serviço do transporte (mesmo que renegociado/parcial ou integral).
Luciano finalizou afirmando que o áudio enviado foi um momento de muito cansaço e o estresse do dia a dia, nada mais que isso.