
ITABELA - O acampamento Margarida Alves localizado às margens da BR -101, a 12 quilômetros da cidade de Itabela, com 1.150 famílias cadastradas, vive hoje um momento de grande expectativa, que é a deliberação definitiva feita pelo INCRA da área que foi ocupada pelos trabalhadores sem terra há quase um ano. A empresa Veracel Celulose visitou o acampamento na semana passada e se mostrou disposta a negociação, notícia que deixou os trabalhadores ainda mais animados.
Desde que ocuparam a área a menos de um ano, as famílias acampadas já estão indo para a terceira safra de alimentos produzidos dentro do modelo de cultivo agroecológico, sem agrotóxico, que está sendo vendido nas feiras livres, pelos acampados, por um preço bem mais barato.
No acampamento há grande diversificação de alimentos plantados pelos trabalhadores como: milho, feijão de vários tipos, arroz, mandioca, batata doce, quiabo, melancia, pepino, amendoim, banana, e até girassol. Parte da produção é destinada ao autoconsumo dos trabalhadores e a outra parte é comercializada na região.
De acordo com a coordenadora do setor de produção do acampamento, Vilma Mesquita, existe duas formas de trabalhar dentro do movimento. “O plantio pode ser feito de forma individual ou coletiva, onde todos plantam e colhem e os lucros são divididos entre as partes”. Ainda de acordo com ela, os produtos colhidos pelos trabalhadores geralmente são vendidos em feiras livres organizadas pelo movimento, como aconteceu em Monte Pascoal, Montinho e na cidade de Teixeira de Freitas.
Vilma nos informou que neste sábado, dia 24 de dezembro, vai acontecer a primeira Feira da Reforma Agrária em Itabela, que será realizada na Rua 2 de Julho, ao lado do Mercadão Municipal.
Fotos: Clerison de Oliveira
Informações: Fábio Prates