Jader Barbalho toma posse como senador durante o recesso

- 29/12/2011 - 08:48


BRASÍLIA - A Mesa Diretora da Casa convocou uma sessão extraordinária durante o recesso para empossar o senador Jader Barbalho, ele foi empossado pela presidente em exercício, Marta Suplicy (PT-SP). Poucos deputados e senadores acompanharam como o líder do governo, Romero Jucá (PMDB-RR), e o deputado Francisco Escórcio (PMDB-MA).

Jader estava acompanhado ainda de seu filho Daniel, de nove anos, e da filha Giovanna, de 15. O filho roubou a cena, com muitas caretas, chegando até a fazer questionamentos ao pai no final de entrevista coletiva.

A filha Giovanna, de 15 anos, que encantou pela beleza e o filho mais novo, Daniel, de apenas 10 anos, que fez caretas o tempo todo para as câmeras.

O peemedebista toma posse menos de 15 dias após o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), ministro Cezar Peluso, autorizar o pedido do peemedebista por pressão de seu partido. Ele foi eleito em 2010 com 1,7 milhões de votos, mas acabou barrado pela Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado ao cargo de senador em 2001.

Jader disse lamentar ter perdido um ano de seu mandato e disse que o "Ficha Limpa" foi seu maior adversário. "Tinha gente que não votava em mim dizendo que o voto não ia valer."

O senador desconversou ao ser questionado se abriria mão de seu salário. Pelos quatro dias desse mês de dezembro, deve receber cerca de R$ 3.500, além de uma ajuda de custo de R$ 26,7 mil paga a todo parlamentar no final do ano. O salário integral de janeiro, de R$ 26,7 mil, também será pago integralmente.

Durante entrevista coletiva, o novo senador negou que chegue à Casa almejando algum posto maior, como liderança ou presidência. “Chego com humildade, como um recruta se apresentando.” Disse ainda que “rachas” em um partido do tamanho do PMDB são naturais em todo o mundo.

O caso do peemedebista chegou a gerar um impasse no STF, quando o julgamento no ano passado ficou empatado em 5 a 5, mantendo a sua inelegibilidade.

Ele havia sido considerado “ficha-suja” por ter renunciado ao cargo de senador em 2001 após uma série de acusações.

Em março deste ano, porém, o Supremo decidiu que a Lei da Ficha Limpa não poderia ser aplicada às eleições de 2010.

No entanto, Jader só teve o caso resolvido em dezembro após pressão de senadores do PMDB. O presidente do STF, Cezar Peluso, usou o regimento do tribunal e fez sua posição valer duas vezes com o chamado "voto de qualidade".

Durante o período, Marinor Brito (PSOL-PA) exerceu o mandato. Ontem, o vice-presidente do STF, ministro Ayres Britto, negou mais um pedido dela para impedir a posse de Jader.


Fonte: Folha

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