ITABELA - O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) ocupou nesta terça-feira (10) sete prefeituras para pressionar os prefeitos a sentar com as lideranças e discutir uma pauta para a área da educação.
As ocupações e caminhadas aconteceram em todo estado da Bahia e não foi diferente em Itabela, onde o movimento sem terra com suas tradicionais bandeiras vermelhas fez uma caminhada pelas ruas da cidade até chegar ao prédio da prefeitura, que estava fechada. Eles acamparam em frente ao prédio até a chegada do prefeito, que só apareceu por volta das 13h para se reunir com os manifestantes.
A reunião entre o executivo e os líderes do MST durou pouco mais de duas horas. O assunto que foi tratado foi exclusivamente sobre a jornada que está acontecendo em toda a Bahia, que tem como objetivo discutir com os prefeitos a pauta de volta às aulas nesse início de ano para que se organizem e ofereçam condições mínimas de funcionamento às escolas dos assentamentos e acampamentos.
De acordo com Luciano Fernandes, dirigente da brigada Che, o prefeito Osvaldo Gomes Caribé só cumpriu com 30% do acordo feito no ano de 2011. Segundo ele, se esta pauta que está sendo discutida hoje não for cumprida pelo executivo, o movimento vai voltar para ocupar a prefeitura por tempo indeterminado.
Segundo a coordenadora de produção do movimento, Vilma Mesquita, as escolas nos assentamentos se encontram em condições precárias de funcionamento e com falta de equipamentos. “As prefeituras têm obrigação de manter as escolas do nível fundamental, o Ministério da Educação envia as verbas para isso”, destacou Vilma.
No dia 22 de dezembro o deputado Federal Valmir Assunção (PT-BA), que estava em visita ao sul do Estado, já havia falado em entrevista à reportagem do site Giro de Notícias sobre este mesmo assunto. O deputado falou da precariedade que se encontram as escolas dos assentamentos, e que muita dessas prefeituras não tem cumprido com os compromissos que são acordados entre os órgãos públicos e o movimento.

Para o deputado, as ocupações repercutem bem mais do que seus discursos no plenário da Casa que, na sua visão, não são ouvidos pelos colegas, pelo governo e pela sociedade.