
MUCURI - O Movimento dos trabalhadores Sem Terra (MST) de Mucuri realizou uma manifestação durante todo o dia desta quinta-feira (12), no pátio da Subprefeitura de Itabatã. A manifestação foi à jornada da educação que aconteceu em todo estado da Bahia. Em mucuri a pauta de reivindicações, inclui melhorias na saúde, educação e segurança nos acampamentos e assentamentos do Município.
A Subprefeitura de Mucuri não chegou a ser ocupada, houve apenas manifestação. O grupo informou que a ocupação só aconteceria se o prefeito se negasse a atendê-los, o que não foi preciso.
Segundo a coordenadora Domingas Farias dos Santos, da Brigada Aloizio Alexandre, o prefeito de Mucuri, Paulinho de Tixa, se reuniu com os representantes do movimento por volta das 14 horas. Participaram da reunião o Secretário Municipal de Educação, Egmar Pepe, a Secretária Municipal de Saúde, Fidelcina Cezar dos Santos, o comandante da 5ª Cia., Capitão Anilton Silva de Almeida, o prefeito e representantes do movimento. A reunião durou quase quatro horas.
A pauta discutida na reunião foi sobre melhorias nas estruturas das unidades escolares e do Programa Saúde da Família (PSF), situadas nos assentamentos, segurança e transporte escolar. Segundo a coordenadora Domingas, têm filhos de assentados que tem que caminhar mais de 7 quilômetros para ter acesso a escola.
O prefeito de Mucuri, que não cumpriu a pauta de reivindicações feita pelo movimento no ano de 2011, se mostrou mais sensível às reivindicações. Ele propôs criar uma comissão da prefeitura e outra do MST. A comissão do movimento terá a missão de informar as necessidades das comunidades e fiscalizar o trabalho desenvolvido, já a da prefeitura é para atender as necessidades apontadas, procurando e cobrando da Secretaria responsável.
O Coordenador Estadual do MST, Cinair da Silva Paixão, considerou que a reunião foi produtiva. “Nossas reivindicações foram escutadas e atendidas nesse primeiro momento. Esperamos que se cumpram”, declarou.
O prefeito Paulinho disse que as reivindicações foram legítimas e cobradas de forma organizada. “O Movimento apresentou uma pauta de reivindicações, sempre levando em consideração o bem estar coletivo da sua comunidade. Não há nada de errado nisso, e a prefeitura vai atender de acordo com as solicitações, e dentro do que for legal e possível”, afirmou.