ITABELA - Parentes de vítimas do acidente que envolveu um ônibus da empresa Jonas Turismo, do Rio Grande do Norte, estão reclamando que a empresa não está dando a assistência necessária aos feridos.
O acidente aconteceu no dia 03 de janeiro de 2012 na BR 101 no trecho Itabela a Eunápolis, no km 730, quando três pessoas de uma mesma família viajavam sentido a Eunápolis em um veículo VW Gol 1000, de placa JLV 8662, que foi atropelado por um ônibus de placa MYE 5591, da empresa Jonas Turismo, que seguia no mesmo sentindo.
De acordo com o policial rodoviário Joselito Pinto dos Santos, três veículos que seguiam em fila no mesmo sentindo ficaram danificados no acidente provocado pelo ônibus da empresa Jonas Turismo, sendo o Gol 1000, um ônibus da empresa Águia Branca e um automóvel FIAT Palio adventure, onde seguiam turistas.
Segundo o policial rodoviário, a causa do acidente foi o intenso fluxo de carros na pista, que causou uma enorme fila e a diminuirão de velocidade. O condutor do ônibus de turismo, que viajava em alta velocidade, não conseguiu reduzir a velocidade e colidiu na traseira do Gol, que ficou completamente destruído.
No acidente ficou ferido o condutor do Gol, Edmilson de Jesus Santos, seu pai e dono do carro, Joaquim Albino da Silva e Romildo de Oliveira Serra, que continua internado em estado grave no Hospital de Base Luis Eduardo Magalhães.
Na tarde desta sexta-feira (21) Edmilson foi até ao programa Giro de Notícias, da Rádio Itabela FM, para fazer um apelo à população para compra de remédios e custeio de exames. Ele alegou que a empresa Jonas Turismo não está prestando apoio devido às vitimas. Segundo ele a empresa mandou uma quantia no valor de R$ 900 (novecentos reais) e comunicou que não vai arcar com os restantes das despesas por que “só possui um ônibus e não tem como pagar”.
O motorista do Gol também reclama dos prejuízos com o veículo, que deu perca total. “E agora quem vai arcar com todos os prejuízos causados por esta empresa, já que a própria polícia disse que o ônibus estava errado? Nós também somos pobres, perdemos nosso carro e quase as nossas vidas, e o pior, eu e o meu cunhado estamos impossibilitados de trabalhar por um período de seis a doze meses”, disse Edmilson.