
Uma clínica de reabilitação para dependentes químicos foi interditada em Mucuri nesta terça-feira, 25 de outubro. De acordo denúncias recebidas pelo Ministério Público, o local era investigado por tortura, internação forçada e cárcere privado.
O ministério público recebeu dois relatos incluindo fotos, no qual internos da clínica estavam sendo acorrentados, agredidos, impedidos de fazer contato com os familiares e tiveram os cartões de benefícios retidos pelo responsável da Clínica.
Após as denúncias, os órgãos públicos foram acionados e estiveram presentes na clínica para averiguar a situação.
Segundo as denúncias apresentadas no ministério público, o responsável pela Clínica é o Pastor Clóvis e o outro diretor por nome de Fernando, ambos seguem custodiados na delegacia de Mucuri, onde serão ouvidos pelo delegado Dr. Samuel, em seguida serão levados para a 8° coordenadoria de polícia civil onde aguardarão a decisão judicial.
Segundo o delegado Samuel Martins, o local é irregular e não possui licença. O responsável pelo local de pré nome Fernando e o Pastor Clóvis, proprietário do local foram presos e autuados em flagrante por tortura e cárcere privado.
O delegado Samuel Martins informou que no momento da prisão não havia pessoas acorrentadas, mas algumas delas apresentavam marcas no corpo condizente com marcas de correntes. Os internos foram encaminhados para o Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), onde receberão atendimento médico.
As vinte pessoas, de várias cidades do extremo sul estavam internadas no local foram devolvidas as famílias. A dupla passou por exames de lesões corporais e permanece à disposição do Poder Judiciário.
Fonte FM News