
José Eduardo Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral, foi preso nesta quinta-feira (24/11), no Rio de Janeiro. Ele foi encaminhado ao presídio Frederico Marques, em Benfica, onde vai aguardar pela audiência de custódia, conforme informou a Seap (Secretaria de Administração Penitenciária) do estado.
Ele é dono da produtora ZC Entretenimento, de eventos, feiras e shows, e foi alvo de mandado de prisão da Operação Smoke Free, que mira a venda ilegal de cigarros. De acordo com o ex-deputado federal Marco Antônio Cabral — irmão de José Eduardo — o ex-governador passou mal e desmaiou na prisão ao saber da operação policial contra o filho.
Segundo nota da Polícia Militar, responsável pelo Batalhão Especial Prisional, onde Sérgio Cabral está preso, ele "recebeu atendimento médico dentro da unidade prisional e seu estado de saúde é estável".
De acordo com informações da Polícia Federal, a investigação começou em 2020 e identificou um grupo criminoso que falsificava a emissão de notas fiscais, além de transportar e vender cigarros oriundos de facções e milícias. A quadrilha é responsável por um prejuízo à União estimado em cerca de R$ 2 bilhões.
Foram expedidos 27 mandados de prisão pela 3ª Vara Federal Criminal na Operação Smoke Free, deflagrada nesta quarta-feira (23/11), a Polícia Federal (PF) tinha cumprido, até a última atualização desta reportagem.
Entres os presos, está um assessor da Secretaria Nacional de Futebol e Direitos do Torcedor do Ministério da Cidadania, Luís Antonio Verdini de Carvalho. De acordo com as investigações, o secretário faz-tudo de Adilson Coutinho Oliveira Filho, o Adilsinho — apontado como chefe da quadrilha.
Nas redes sociais, Carvalho diz ser professor com mestrado e doutorado pela UFRJ. Também informa ser “CEO do Clube Atlético Barra da Tijuca”. Carvalho também concluiu o curso de técnico de futebol da CBF.
Outro preso é o policial federal Allan Cardoso Inácio de Assis, apontado como “chefe da segurança” da quadrilha. Allan estava lotado na Delegacia da PF de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, onde fazia serviços administrativos.
Veja os nomes e o papel de cada um, segundo a PF:
Allan Cardoso Inácio de Assis, policial federal e chefe da segurança
André Andrade dos Santos, o Marreco, da segurança
Bernardo Loyola Coutinho, empresário e dono do camarote Arpoador, na Sapucaí
Cláudia Fernanda Carvalho Baptista, responsável pela distribuição de cigarros em comunidades de Duque de Caxias
Isaac Soares de Oliveira, da segurança
Leandro de Melo Almeida, da segurança
Luís Antonio Verdini de Carvalho, assessor do Ministério da Cidadania
Luiz Carlos Rangel Júnior, da segurança
Maxweel Ferreira da Silva, da segurança
Moisés Oliveira de Bonfim, da segurança
Romison Nunes da Silva, da segurança
Wesley Faustino Martins, empresário
José Eduardo Cabral, filho do ex-governador do Rio Sérgio Cabral
O Ministério da Cidadania ná se pronunciou sobre o fato. A defesa de Adilsinho informou apenas que não iria se manifestar.