
A vice-presidente da Argentina, Cristina Kirchner, foi condenada a seis anos de prisão pela acusação de ter sido a chefe de uma organização criminosa para desviar dinheiro do Estado. A decisão da justiça argentina foi tomada nesta terça-feira (06/12).
Apesar dela ter sido condenada, Kirchner, que foi presidente da Argentina entre os anos de 2007 e 2015 após a morte do seu marido Néstor Kirchner, não pode ser presa por conta do seu foro privilegiado.
Ela ainda pode se candidatar a um terceiro mandato, pois a legislação argentina permite que uma pessoa possa entrar na vida pública mesmo com a condenação judicial de primeira instância.
Kirchner nega as acusações. Ela afirma que é vítima de uma perseguição política, assim como ocorreu com o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva. Mas a pena máxima do processo era de 12 anos de prisão.
A vice-presidente da Argentina pode recorrer da sentença da primeira instância. A decisão pode ir até o Supremo Tribunal Federal. Com isso, o processo ainda pode durar vários anos. Caso seja condenada em última instância, Kirchner perderá para sempre o direito de ocupar cargo público.
Kirchner foi conde0nada por ajudar o empresário Lázaro Báez, empreiteiro da região de Santa Cruz, a província onde os Kirchner começaram sua vida política. A ex-presidente teria conseguido 51 contratos para obras públicas.
Cristina foi acusada de chefiar uma associação criminosa e de administração fraudulenta durante o período em que Néstor Kirchner foi presidente (de 2003 a 2007) e durante as gestões da própria Cristina (de 2007 a 2015). Segundo a promotoria, a organização que cometeu as fraudes tiraram US$ 1 bilhão do Estado argentino.
Cristina Kirchner aliada ao presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu apoio e a solidariedade de muitos petistas no Brasil, a exemplo da ex-presidente Dilma Rousseff e da atual presidente do PT. Gleisi Helena Hoffmann.