Capital registra 35 homicídios em 48 horas e onda de saques

- 04/02/2012 - 09:29


Pelo menos cinco lojas de eletrodomésticos foram saqueadas na madrugada desta sexta-feira (3) em bairros centrais de Salvador (foto: Arestides Baptista/Agência a Tarde/AE)

SALVADOR - Cenário de caos na Grande Salvador, na sexta, dia 03, no quarto dia da paralisação de parte dos policiais militares. Ocorreram homicídios, saques a estabelecimento comerciais, e o desespero da população nas ruas da cidade. Os números das ocorrências refletem a insegurança: em menos de 48 horas foram 35 homicídios em Salvador e Região Metropolitana, de acordo com registros da Secretaria de Segurança Pública.

Apenas em Pituaçu, na sexta, foram mortas quatro pessoas de identidade ignorada. Também foram registrados homicídios em Ipitanga,  Sete de Abril, Engomadeira, Madre de Deus, Jaguaribe, Bom Juá, Vila Canária e Liberdade.

Quatro corpos foram encontrados na Avenida Jorge Amado, no Imbuí, Salvador, nesta sexta-feira (3) (foto: Raul Spinassé/Agência a Tarde/AE)

Diversas lojas foram saqueadas, entre as quais cinco são da Cesta do Povo. As lojas da Cesta do Povo  dos bairros de Caixa D'Água, Ogunjá, Liberdade, Mata Escura e Pirajá sofreram arrombamentos.  Na Mata Escura, só restaram as prateleiras.

Na madrugada, as lojas da Casas Bahia e Laser Eletro, da Av. Lima e Silva, na Liberdade, foram saqueadas. Apenas mercadorias de grande porte como geladeiras e fogões não foram levadas. Na  Sete Portas, a loja da Ricardo Eletro teve eletrodomésticos roubados após ter a porta arregaçada.

Os centros comerciais  fecharam as portas no final da tarde, motivados pelos boatos sobre arrastões no Shopping Itaigara e na Avenida Paralela. O fotógrafo Fernando César estava no Shopping Barra quando este estabelecimento começou a fechar as lojas. “Começou um boato de que o shopping seria invadido e as pessoas começaram a se abrigar em lojas ainda abertas e a ligar para seus parentes”, conta.

O presidente do Sindicato dos Lojistas do Comércio Estado da Bahia (Sindloja Bahia), Paulo Mota disse que a orientação dada aos lojistas foi manter o comércio aberto. Ele admite que a medida vai ter um alto custo para os comerciantes do Estado. “Calculo um prejuízo de 80% nas vendas do varejo. É uma situação muito difícil”, diz.

Fonte: A Tarde

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