Policial morre com 15 tiros; Sobe para 59 o número de homicídios durante greve

- 04/02/2012 - 16:46


Policiais fazem perícia no local onde PC morreu, em Salvador (Foto: Egi Santana/G1)

BAHIA - Um policial civil morreu em Salvador na manhã deste sábado (4) após ser atingido por 15 tiros. Este é o 59° homicídio registrado na capital baiana desde o início da greve da Polícia Militar, na terça-feira (31). Quase o dobro do registrado nos mesmos dias da semana passada. Além disso, houve saques a lojas e supermercados.

De acordo com a Polícia Civil, João Carvalho Filho, 48, foi morto quando aguardava a mulher sair do médico por volta de 10h. Ele estava em seu carro, parado numa avenida do bairro Iguatemi, próximo a uma área de invasão conhecida como “Polêmica”.

A Polícia Civil ainda não sabe quantas pessoas participaram do crime. As investigações são conduzidas pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa). A polícia afirma que ainda não há suspeitos.

Carvalho era coordenador do plantão da Delegacia para o Adolescente Infrator. Segundo a Polícia Civil, ele estava na corporação havia dois anos.

GOVERNADOR

Indignado com a greve dos policiais, o governador da Bahia, Jaques Wagner (PT), disse em entrevista coletiva que os policiais militares em greve cometeram crimes que estão acontecendo em Salvador desde que a paralisação começou na última terça-feira (31).

O ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo ao lado do governador, após chegada esta manhã em Salvador. Segundo ele, policiais podem ir para presídios

O petista afirmou que os grevistas estão promovendo “banho de sangue” na cidade para amedrontar a população.

“Parte dos crimes pode ser parte da própria operação montada. A tentativa de criar um clima de desespero para fazer a autoridade do governo do Estado sucumbir ao movimento”, disse o petista.

Ao negar que pretenda autorizar a invasão da Assembleia Legislativa, onde os grevistas estão acampados, Jaques Wagner atribuiu as mortes a grevistas.

Policiais grevistase seus familiares dormem no chão em frente à Assembleia Legislativa da Bahia

O governador subiu o tom e disse que não vai se dobrar ao “crime organizado” e que não vai anistiar policiais envolvidos em atos de vandalismo.

Hoje ele disse que os 12 mandados de prisão concedidos pela Justiça são contra líderes do movimento e contra policiais identificados em atos de vandalismo, como os que furaram pneus de ônibus ou de carros de polícia.

“Não vejo como anistiar ou perdoar quem cometeu crime de vandalismo ou de ameaça de morte. Não tem acordo comigo”, declarou Wagner, que completou: “Não é possível que governadores sejam ameaçados por policiais com arma em punho”.

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COMENTÁRIOS

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É se os governantes desse desse país dessem a cara a tapa e arriscassem a vida nas ruas não diriam isso, péssimos salários que fazem os próprios policiais a virarem corruptos iguais a vcs.
digo não ao pt