
Os fatos são decorrentes de demandas por divisas de terras entre proprietários das terras e indígenas, uma briga que já dura mais de 20 anos. Em 2011 várias fazendas foram invadidas nesta região e foram reintegradas em 2014 por mandados de reintegração de posse pela Justila Federal.
Na época houve sumiço de gado, carro queimado e até um agricultor foi morto e até então, o corpo não foi encontrado. Em 2021 as demandas pelas terras com várias ocupações de propriedades que ficam aos arredores do Parque Nacional de Monte Pascoal, voltaram a acontecer e com frequência.
Neste final de ano de 2022, duas propriedades foram ocupadas por um pequeno grupo e indígenas. Uma das propriedades um cacique aprece dando ordem para as famílias que trabalham na terra deixarem o local. Segundo um dos moradores, a fazenda é produtiva com grandes plantações de mamão e café e possuem documento há mais de 40 anos.
Ainda neste final de semana que coincidiu com o fim de ano, um caminhão com toras de eucalipto foi apreendido e segundo a polícia a madeira estava sendo extraída de forma ilegal em propriedades de fomentos com a empresa Veracel Celulose. Em retaliação a apreensão da madeira o Cacique ordenou que ateassem fogo em uma plantação de eucalipto da empresa citada.
No dia 28/12/2022, dias antes de ocupar a propriedade, a casa de um parente de Cacique que aprece na ocupação da fazenda e ordenado os trabalhadores deixarem o local, foi alvejada com vários tiros no centro do povoado de São João do Monte, “Montinho”, em Itabela. Ainda não se sabe se o caso tem ligação com as invasões de terras.

Segundo informações, homens em um veículo Chevrolet Onix, cor branca e usando capuz, foram vistos chegando na residência e disparando vários tiros. O fato aconteceu por volta de 1h da madrugada.
Na madrugada desta terça-feira (03/01/2023, um carro foi incendiado em uma estrada de terra perto do Assentamento Terra Nova, interior de Porto Seguro. O veículo e seu proprietário até então, não foi identificado.

A redação do Giro de Notícias tentou falar com os donos das fazendas e com os ocupantes das terras, más não obteve exceto. A região em conflito está impedida de transitar por ordem dos indígenas.
Muitos casos ocorridos nesta região até o momento, o estado não concluiu as investigações. Quem conhecem a região falam que o clima está muito tenso.