Pacote econômico de Haddad reage mal ao mercado financeiro. Aumentar arrecadação com a volta de impostos como ICMS de Mercadorias e Serviços gera dúvidas.

Giro de Noticias - 13/01/2023 - 21:10


O pacote de medidas apresentado nesta quinta-feira (12/01/2023) pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), vai na direção certa, mas gera dúvidas sobre a sua execução, uma vez que o aumento de arrecadação previsto envolve itens que podem ser questionados judicialmente ou aumentar a pressão política sobre o governo.

As medidas projetam uma melhora fiscal de R$ 242,7 bilhões, o que deixaria as contas públicas no azul, levando-se em conta o cenário atual.

Segundo os economistas, as medidas vieram dentro do que era esperado e foi antecipado pelo mercado. Com isso, a reação na Bolsa nesta quinta-feira foi limitada. O Ibovespa fechou em baixa de 0,59%, a 111.850, depois de subir 8% em uma semana até a última quarta-feira (11).

Mas para Étore Sanchez, economista chefe da Ativa Investimentos, dos R$ 192,7 bilhões previstos em aumento de arrecadação, é possível ter certeza sobre o cumprimento de R$ 60 bilhões.

"As demais medidas não são tão precisas assim, seja por eventual decisão do próprio governo ou por potencial judicialização", afirma Sanchez.

Ele destaca como principal exemplo a retirada do PIS/Cofins sobre as receitas financeiras e o aproveitamento de crédito do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), que juntas, podem render R$ 34,4 bilhões. Segundo Sanchez, ambas são passíveis de brigas na Justiça.

O fim da desoneração sobre combustíveis é outro teste para Haddad, segundo os economistas, já que pode afetar a política de preços da Petrobras, e aumentar a pressão política sobre o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

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