
ITABELA - O Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) realizou nesta terça-feira (7) o 1º Encontro Pedagógico da Brigada Che Guevara, com a participação de profissionais da educação de acampamentos e assentamentos dos municípios de Itabela, Guaratinga e Porto Seguro.
Em todas as áreas de assentamentos e acampamentos possuem uma escola. Nos assentamentos Chico Mendes, Gildázio Barbosa, Roseli Nunes e acampamentos Guaíta, Estrela, Adão Preto, Nazaré e Irmã Dulce estudam crianças, adolescentes e adultos, que cursam a pré-escola, o ensino fundamental, ensino médio, ensino técnico e o EJA (Educação de Jovens e Adultos).
Para a coordenadora Regional de Educação do MST, Zena Figueiredo e a Coordenadora de Educação da Brigada Che Guevara, Silvana Mota, “o estudo é um dos princípios organizativos do MST, este princípio reforça a importância do conhecimento. Estudar é necessário. A formação continuada dos educadores e educadoras que atuam nas escolas do MST é prioridade para a organização”.
“Quando se pensa em educação no movimento MST, se pensa na formação política e ideológica do ser humano. Uma formação na qual os sujeitos envolvidos sejam capazes de compreender e intervir nos processos políticos, sociais e econômicos da sociedade na qual estão envolvidos”.
Segundo as coordenadoras do movimento as matrículas ainda não foram fechadas, mas avaliam-se aproximadamente mil estudantes da pré-escola ao ensino fundamental e do EJA na Brigada Che. O assentamento Chico Mendes, que possui o ensino médio, conta com o apoio financeiro do município e do governo estadual para a renumeração de seus educadores.
De acordo com o coordenador da Brigada Che, Luciano Fernandes, mesmo nas áreas que já são assentamentos, as estruturas físicas das escolas continuam precárias. No entanto, ainda existem barracos de adobe (adobão) e taipa. “As negociações entre o movimento e as prefeituras já estão sendo cumpridas. Nós acreditamos que todas as prefeituras irão cumprir com os acordos, se não forem cumpridas as pautas de reivindicações da educação que foram acordadas entre o movimento e as prefeituras em janeiro, estaremos sempre prontos para conversar, negociar e cobrar.