
Durante uma transmissão ao vivo (Live) na noite desta quinta-feira (02/01), a prefeita de Eunápolis, Cordélia Torres, repudiou uma ação de um pequeno grupo de guardas civis municipais que realizaram um ato desrespeitoso e agressivo em frente à casa da gestora, na tarde de quarta-feira (01/02). O presidente do sindicato da categoria também participou do ato, com músicas e palavras ofensivas e que só terminou com a intervenção da polícia.
Cordélia iniciou a live falando sobre seu sentimento perante ao ocorrido. “Meu sentimento é de tristeza, indignação e repúdio. Até agora eu não entendo o motivo, já que pouco antes do ato estávamos em uma reunião totalmente pacífica no gabinete. Estou representando a classe feminina, que é massacrada o tempo todo, ainda mais nessa função que estou, e Paulo agiu como um homem defendendo a sua família, pois ninguém permitiria um desrespeito daquele à sua esposa. Eu sou a favor de manifestação, mas onde tem desrespeito, o ato perde seu valor”, salientou.
A prefeita chegou a citar alguns avanços importantes que foram concedidos pela atual gestão municipal aos guardas nos últimos dois anos, aumento salarial de mais de 10% para toda a categoria; pagamento de horas extras; auxílio-fardamento no valor de R$ R$ 1.680,31; entrega de coletes balísticos para os profissionais; disponibilização de caminhonete para reforçar a frota; projeto de construção da sede da GCM no Parque Ecológico Gravatá; e estudo de implementação da Corregedoria da GCM; e análise de concurso público com 30% das vagas destinadas a mulheres.
A live desta quinta contou com a participação dos secretários de Gestão e Serviços Públicos, Ronaldo Carvalho e Carlos Alberto Ferreira; Antônio Pitanga e Jorge Cajueiro procuradores do município e de diversos guardas municipais, que não compactuaram com a atitude dos colegas envolvidos no ato.
Muitos servidores da instituição reconheceram os avanços que vêm sendo destinados à categoria na atual gestão. “Não sabíamos que a situação ia tomar essa proporção que tomou. A categoria tem direito de se manifestar, mas eu acho que houve equívoco em ir até a casa da prefeita”, pontuou o subinspetor Vagner Pimenta.
A prefeita ainda destacou que todos os homens que participaram do ato serão responsabilizados institucionalmente e por pessoa física.