Marco Prisco é preso no 10º dia de greve da PM; greve continua

- 09/02/2012 - 11:23


PMs grevistas deixam a Assembléia Legislativa

SALVADOR - Policiais militares da Bahia decidiram em assembléia realizada na manhã desta quinta-feira (9) que continuarão em greve. A decisão foi tomada após os grevistas deixarem o prédio da Assembléia Legislativa que estava ocupado desde a semana passada.

A categoria fez uma assembléia no sindicato dos bancários, em Salvador, após a desocupação. No local, foi perguntado aos policiais se a greve continua ou acabou. Centenas deles responderam em uníssono: "Continua". Na seqüência começaram a gritar: "A PM parou, a PM parou".

Após desocupação, PMs se reuniram no ginásio do Sindicato dos Bancários

Apesar do resultado da assembléia, uma nova reunião da categoria está marcada para ocorrer às 16h de hoje, também no sindicato dos bancários. A expectativa dos PMs é de que haja uma nova proposta do governo para ser discutida.

O ex-policial Marco Prisco foi preso na manhã de hoje após deixar a Assembléia, junto com outro líder grevista, Antônio Paulo Angelini. Havia mandado de prisão expedido contra eles. Outros dois PMs já tinham sido presos durante a greve. Ao todo, 12 mandados de prisão foram expedidos contra policiais grevistas.

Prisco foi flagrado por escutas telefônicas incentivando atos de vandalismo no Estado. As gravações foram divulgadas pelo "Jornal Nacional", da TV Globo. Em uma das escutas um interlocutor de Prisco identificado como David Salomão diz que vai "queimar viatura" e "duas carretas" na rodovia Rio-Bahia.

Segundo um dos advogados dos grevistas, Rogério Andrade, a decisão de desocupar a Assembléia foi tomada porque os grevistas avaliaram que não teriam mais condições de manter a ocupação do prédio, que teve a luz e a água cortadas. Os militares do Exército que cercaram o local também bloquearam o acesso de mantimentos.

Outro grevista disse que a decisão foi tomada em assembléia durante a madrugada. O grupo estaria atendendo um pedido de Prisco, que entendeu que seria mais seguro eles se entregarem porque havia uma determinação de reintegração de posse e poderia haver confronto.

A greve dos PMs da Bahia começou na semana passada. Eles reivindicam aumento salarial e a incorporação de gratificações aos salários.

Em entrevista à Folha, o governador Jaques Wagner (PT) disse que não pagaria nada acima do reajuste já concedido ao funcionalismo do Estado. Na terça (7), porém, o governo passou o dia negociando com líderes grevistas, mas a reunião foi suspensa sem acordo.

O impasse ficou por conta dos 12 mandados de prisão expedidos contra PMs grevistas. Prisco afirmou na ocasião que ninguém retornaria ao trabalho sem que houvesse uma anistia geral.

Na segunda-feira, diversos focos de tumulto ocorreram no local, e os militares usaram balas de borracha e bombas de efeito moral para conter os ânimos.

Informações: Jornal A Tarde e Folha de São Paulo

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COMENTÁRIOS

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Fiquem de olho, no fiquem de olho ele deve ser do PT.Partido da bagunça.Tudo de ruim que está acontecendo é por conta do PT mesmo só financia bagunça, aí vc já sabe né uma hora a casa também fica bagunçada.E os conhecimentos adquiridos também podem se virar contra o professor.Jáques Vágner e compania.
indignado!

Cara essa foi d+.Falar coisas pelo celular!!!!Mandar mensagenzinha!!!.Se ferrou.
indignado!

Inicialmente, poderia a greve ter conotação de ajuste salarial. Porém, foi disvirtuada pela conduta terrorista do lider grevista.A gravação da conversa autorizada pela justição fez cristalizar o real objetivo de alguns grevista que, nada mais era, o de desestabilizar o governo bahiano do PT.Temos que ver quem está por trás desse cidadão, talvez um ou dois partidos políticos…fiquem espertos
Fiquem de olho