
RIO DE JANEIRO - Após pouco mais de cinco horas de assembléia, lideranças do Corpo de Bombeiros e das polícias Civil e Militar do Rio de Janeiro decidiram decretar greve a partir de meia-noite desta quinta-feira (8)
As três categorias não ficaram satisfeitas com a proposta de reajuste apresentada pelo governo estadual e aprovada pela Assembléia Legislativa nesta quinta.
Os policiais reivindicam, além dos salários, a liberação do cabo bombeiro Benevenuto Daciolo, preso no aeroporto Internacional do Galeão, e que teve a prisão preventiva decretada nesta quinta e o habeas-corpus impetrado por sua defesa negado pela Justiça.

Na Bahia, na assembléia dos policiais grevistas que terminou por volta das 20h desta quinta-feira ficou decidido que a greve da categoria continua. Os PMs rejeitaram os termos propostos pelo governo do Estado e esperam nova proposta.
A estimativa é de que 6.000 pessoas participaram da reunião, que ocorreu no sindicato dos bancários. Uma nova assembléia dos grevistas está marcada para esta sexta-feira (10) às 16h, onde será avaliado novamente sobre a continuidade ou não da greve.
Enquanto o governo faz de durão em relação a greve, o número de homicídios continua crescendo na Bahia. Os números divulgados pela Secretaria de Segurança Pública da Bahia são assustadores. Só na grande Salvador e região metropolitana já chegam a 146 p número de homicídios desde o início da greve da Polícia Militar, na noite de terça-feira (31).
O dia mais violento até agora foi a última sexta-feira (3), quando 32 pessoas foram mortas. Os dados são da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que divulga boletim diário com os casos de homicídio.
Informações: Folha de São Paulo