Mãe e avó de bebê sequestrado em Caravelas e Delegado responsável pela investigação concede entrevista ao Giro de Notícias: Veja o vídeo

Giro de Noticias - 14/02/2023 - 11:06


A redação do Giro de Notícias esteve na cidade de Caravelas que fica no sul da Bahia, na manhã desta terça –feira (14/02/2023, para uma entrevista com a mãe e a avó do bebê, das iniciais H.G.C de 20 dias de vida e que foi sequestrado no dia 14 de janeiro de 2023 e com o delegado Dr. Marco Antônio, que conduz as investigações do caso.

O recém-nascido foi sequestrado no dia 14 de janeiro de 2023, no bairro Portelinha, na cidade de Caravelas por uma mulher identificada por, STHEFANY DE JESUS SILVA, residente na cidade de Guaratinga, que foi presa minutos após ao sequestro no povoado Barra de Caravelas a cerca de 10km distante do local aonde o recém-nascido mora com a mãe, Ana Patrícia e a avó, Ivanilde Dias.

A mãe do bebê confirmou a reportagem que STHEFANY DE JESUS SILVA, sequestrou a criança por volta das 10h da manhã e a levou dentro de uma sacola que ela e a LEILA DE MENEZES DIAS que está foragida da justiça haviam deixado na residência um dia anterior ao caso.

O delegado, Dr. Marco Antônio, responsável pelas investigações, contou que o sequestro do bebê de 20 dias de nascido, teve a participação de quatro pessoas. Sthefany de Jesus Silva, de 25 anos, moradora da cidade Guaratinga, Ailton Ferreira dos Santos, 53 anos, que é agente de saúde em Itabela, Michelle da Silva, que tem exercido a função de enfermeira na cidade de Itabela e Leila de Menezes Dias, também de Itabela e que se encontra-se foragida da justiça.

A reportagem teve acesso as trocas de mensagens telefônicas entre Sthefany, Leila e Michelle da Silva. Houve várias ligações entre elas quando Michelle e Ailton estavam a caminho da cidade de Caravelas um dia antes do sequestro. Segundo o delegado, Michelle e Ailton ficaram hospedados em um hotel na cidade aguardando o momento em que a criança fosse raptada.

Nas ligações Michele chegou a usar o termo “já tem uma segunda presa, porque Leila disse que sim,” presa seria as crianças. Ainda conforme as ligações telefônicas, Michelle da Silva, foi avisada por Leila no momento que o sequestro teria dado errado. Foi neste momento em que Leila também teria saído da cidade e fugido.

A mãe do recém-nascido, Ana Patrícia e a avó Ivanilde Dias, contaram a reportagem que logo após ao ocorrido ligaram para a polícia militar e graças ao bom trabalho dos policiais, sargento Eva e o policila Miranda, que estavam de plantão conseguiram rapidamente capturar STHEFANY DE JESUS SILVA e AILTON FERREIRA DOS SANTOS, em Barra de Caravelas a cerca de 10km distante do local e recuperar a crença antes que eles desparecessem com o bebê.

Ainda segundo o delegado, houve a conclusão de um 1º inquérito que é sobre o sequestro, más já existem outro em andamento e que envolvem diretamente a mãe de santo Michelle da Silva. O delegado que saber sobre os filhos de Michele que estava gravida e de repente aprecem sem a gravidez e sem os bebes já que ela estaria segundo relatório de saúde grávida de gêmeos. Ela contou que sofreu um aborto devido a um espancamento de um ex- companheiro, mas não explicou ainda como e onde tudo acontece e quem seria este agressor.

Outra situação que complica ainda mais a situação de Michele, pelo fato de estar exercendo a profissão de enfermagem, más até o momento não apresenta o registro do Conselho Regional de Enfermagem (COREN) que é obrigatório para realizar o exercício da profissão de forma legal, devem inscrever-se no COREN, nas jurisdições onde exercem suas atividades, os auxiliares de enfermagem, técnicos em enfermagem e enfermeiros. Ela pode responder opor exercício ilegal da profissão e o órgão aonde ela assinou como profissional também ser penalizado

Durante as investigações que gerou os elementos para que o delegado pedissem o indiciamento e a prisão dos 4 acusados e que está nos autos do processo, foi pela fato de Michelle da Silva, vulgo "Mãe Michelle", fazendo uso da seita a qual comandava, passou a exigir e ameaçar Sthefany, e o próprio Ailton para que providenciasse crianças que seriam sacrificadas com o objetivo de curar a doença que a mesma tinha (câncer), através de um ato denominado Troca de cabeças ou Ebó (consiste em fazer um grande Ebó na intenção de qualquer um da seita, de preferência um filho de santo ou quem tenha cargos menores, oferecendo aquela pessoa em troca da outra que se encontra doente, muito doente mesmo, quase morrendo, para que a pessoa que está doente se recupere e se vá à pessoa que foi indicada e oferecida pelo inimigo pelo Babalorixá).

Após conclusão o Inquérito Policial foi remetido à Justiça, com a representação das Prisões Preventivas dos acusados, tendo o Ministério Público denunciado e atendido em seu pedido pela Juíza da Comarca daquela cidade de Caravelas.

Veja o resumo final dos fatos:

No dia 02/02/2023, a Polícia Civil de Caravelas, concluiu as investigações em relação ao sequestro e cárcere privado do recém-nascido H.G.C, ocorrido no dia 14/01/2023, na cidade de Caravelas, praticado pelos nacionais AILTON FERREIRA DOS SANTOS, LEILA DE MENEZES DIAS, MICHELLE DA SILVA E STHEFANY DE JESUS SILVA.

Os autos do Inquérito Policial comprovam que houve previamente combinação entre as pessoas de Ailton, Leila, Michele e Sthefany, com objetivo de seqüestrarem uma ou duas crianças, sendo uma de cada sexo para um ritual com objetivo de curar um câncer que “Mãe Michele” é acometida, para tanto, Sthefany ficou encarregada de pesquisar em residências onde poderia encontrar uma criança recém-nascida para praticar o seqüestro, a mesma tirou fotografias de crianças suas conhecidas, enviou para Ailton e “Mãe Michele”, que não aprovaram por segundo eles estarem fora do tamanho padrão para a finalidade que se destinava, ou seja, sacrifício para salvar a vida de “Mãe Michele”.

Que não encontrando a vítima com facilidade, a filha de santo de “Mãe Michele” chamada Leila, prontificou-se a vir a cidade de Caravelas com objetivo de descobrir uma recém-nascida e juntamente com Sthefany praticar o seqüestro, enquanto isso, “Mãe Michele” e Ailton aguardariam hospedados em um hotel, localizado em Barra de Caravelas.

Que Leila foi até a casa de uma pessoa sua conhecida, onde confirmou que tinha nascido uma criança a poucos dias e que era a criança ideal para o seqüestro, cuja finalidade era o sacrifício em prol da doença de “Mãe Michele”. Para tanto, Leila no dia anterior ao seqüestro foi até a casa da avó da criança, sua conhecida e lá deixou uma mochila com objetivo de Sthefany usar na hora do seqüestro. Como naquele dia não foi possível, ficaram de voltar no dia seguinte, Leila buscou distrair os ocupantes da casa chamando-os para conversar na parte dos fundos, permitindo com isso a entrada de Sthefany para seqüestrar a criança colocando-a dentro da mochila e sair do local sem chamar a atenção.

Realmente foi feito desta forma, só que a avó da criança ao perceber que a criança não estava na cama na sala, observou também que a mochila anteriormente deixada por Leila não mais estava ali, fazendo com que desconfiasse da Sthefany amiga de Leila, segundo a mesma sua prima. Que denunciou o fato a Polícia e juntamente com parentes foram em busca do local onde Sthefany teria ido. Que Leila fingia não saber de nada, inclusive disse que não bolsa tinha a importância de R$ 15.000,00 (quinze mil reais) que era dela e que estava na mochila e se destinava ao pagamento de diárias de pessoas que tinham trabalhado com ela.

Ao telefone Leila dizia está falando com Sthefany e que a mesma negava ter feito qualquer coisa e não sabia de nada. A declarante e seu irmão falaram pra Leila que iriam até a Polícia, sendo que quando saíram da residência, logo em seguida recebeu uma ligação de Leila, que disse que tinha localizado Sthefany e que sabia que a criança estava com ela, inclusive se disponibilizando levar a declarante e seu irmão até Barra de Caravelas onde Sthefany estava, para fazer a devolução da criança. Que durante todo tempo Leila demonstrava tranqüilidade e que tinha conhecimento de todo o fato, permaneceu serena quando encontraram com Sthefany que fez a devolução da criança. Leila não esboçou qualquer reação de reclamação ao ato que Sthefany tinha praticado, demonstrando claramente saber de tudo, inclusive não justificou porque deixou a mochila no dia anterior, mochila essa utilizada para esconder a criança no momento do sequestro.

Sthefany relata em suas declarações que sofria pressão e ameaças, bem como, seus familiares, da parte de “Mãe Michele” e Ailton para que praticasse o seqüestro com urgência, inclusive quando estava em Guaratinga chegou a tirar foto de diversas crianças, encaminhou para “Mãe Michele” e Ailton, que não aceitaram as referidas crianças para o ritual pois já estavam bem crescidas e o ritual prever criança recém-nascida.

Comprovou-se nos autos que Michelle da Silva, vulgo "Mãe Michelle", fazendo uso da seita a qual comandava, passou a exigir e ameaçar Sthefany, e o próprio Ailton para que providenciasse crianças que seriam sacrificadas com o objetivo de curar a doença que a mesma tinha (câncer), através de um ato denominado Troca de cabeças ou Ebó (consiste em fazer um grande Ebó na intenção de qualquer um da seita, de preferência um filho de santo ou quem tenha cargos menores, oferecendo aquela pessoa em troca da outra que se encontra doente, muito doente mesmo, quase morrendo, para que a pessoa que está doente se recupere e se vá à pessoa que foi indicada e oferecida pelo inimigo pelo Babalorixá).

Após a conclusão, o Inquérito Policial foi remetido à Justiça, com a representação das Prisões Preventivas dos acusados, tendo a Magistrada aceitado a denúncia do Ministério Público estadual e decretado a prisão dos quatro envolvidos no sequestro. Três estão presos, Ailton Ferreira dos Santos, Michelle da Silva e Sthefany de Jesus Silva. A quarta evolvida,Leila de Menezes Dias, encontra-se foragida e o delegado pede se alguém souber de seu paradeiro denuncie ela a polícia

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