
Câmeras de vigilância flagraram o momento do sequestro de uma criança das iniciais H.G.C de 20 dias de vida, no bairro Portelinha, na cidade de Caravelas, sul da Bahia. O fato ocorreu no dia 14 de janeiro de 2023 e contou com a participação de 4 pessoas, AILTON FERREIRA DOS SANTOS, (Agente de saúde em Itabela), LEILA DE MENEZES DIAS, (moradora de Itabela), MICHELLE DA SILVA, 43 anos, (suposta enfermeira em Itabela) e STHEFANY DE JESUS SILVA, que é moradora da cidade de Guaratinga.
O sequestro segundo o delegado responsável pela investigação, DR. Marcos Antônio, da delegacia territorial de Caravelas, tinha como finalidade um trabalho de magia negra aonde o bebê seria sacrificado com o objetivo de curar a doença de MICHELLE DA SILVA, que é a mãe de santo do grupo envolvido e a mesma tem (câncer), através de um ato denominado Troca de cabeças ou Ebó, segundo os sequestradores ela seria curada.
Ainda segundo o delegado, dias antes ao sequestro, uma pessoa identificada por, LEILA DE MENEZES DIAS, chegou a cidade na companhia de STHEFANY DE JESUS SILVA, para organizar o roubo do bebê. Leila foi a escolhida para facilitar os sequestro devido que ela já havia morado na cidade e já conhecia a família vítima do sequestro.
Ailton Ferreira dos Santos e Michelle da Silva, foram poucas horas antes do sequestro e ficaram hospedados em uma pousada localizado em Barra de Caravelas. A intenção da quadrilha seria roubar a criança e entregar nas mãos da suposta enfermeira, Michelle da Silva, como se fosse um trofel e assim a equipe seria promovida dentro da seita espiritual que é comandada por mãe Michelle.
Leila foi a casa da família da criança sequestrada duas vezes antes do sequestro e levou a STHEFANY para que ela fizessem o reconhecimento do local e como seria feito o sequestro e deixou uma bolsa na casa como se estivesse esquecido. Após tudo preparado, Leila voltou a casa da família no sábado, dia 14 de janeiro, por volta das 10h da manhã e chamou a família para os fundo da casa para conversar em quando Sthefany entrava e pegava a criança que fica em uma cama na sala muito perto da porta de acesso à rua.
Após o roubo da criança STHEFANY seguiu para Barra de Caravelas que fica a cerca de 10 km distante para encontrar com o Ailton Ferreira dos Santos e Michelle da Silva que o aguardavam em uma pousada.
Mas, o plano de Leila de entreter a família não deu muito certo, a avó do bebê, Ivanilde Dias, veio a sala ver a criança e não encontrando entrou em desespero e logo percebeu que a bolsa também não estava mais lá. Foi ai que veio a desconfiança da amiga de Leila que esteve junto com ela na casa um dia antes do sequestro. A polícia militar foi chamada e Leila novamente entrou em cena tentado convencer a família que o bebê estava com Sthefany e se prontificou em levar a família para buscar a criança.
Em gravações telefônicas e possível identificar Leila avisando “Mãe Michele” que a casa havia caído, a polícia já estava indo para Barra de Caravelas e já sabia dos sequestro e foi orientada por Michele a devolver a criança com urgência.
De acordo com as imagens, Ailton, Leila e Sthefany, aparecem carregando uma bolsa com o bebê dentro em frente a uma pousada, em Barra de Caravelas. Nas imagens é possível ver Ailton correndo, supostamente ali foi o momento em que ele ficou sabendo que a polícia militar sob o comando da Sargento Eva e o soldado Miranda já estavam atrás de Sthefany para prende-la e recuperar a criança antes mesmo que ela saísse da cidade.
A polícia chegou rapidamente ao local e conseguiu prender Sthefany e Ailton em flagrante e recuperou a criança que foi entregue a família. Três dias depôs Sthefany e Ailton foram soltos, mas no decorrer das investigações o delgado Dr Marcos Antônio conseguiu elementos para voltar a prende-los junto á outras duas pessoas, Michelle da Silva, a “mãe Michelle” que é a chefe do sequestro e Leila de Menezes que está foragida, contra ela existe um mandado de prisão em aberto.
Durante o depoimento Sthefany relatou em suas declarações que sofria pressão e ameaças, bem como, seus familiares, da parte de “Mãe Michele” e de Ailton para que ela praticasse o sequestro com urgência, inclusive quando estava em Guaratinga chegou a tirar fotos de diversas crianças, encaminhou para “Mãe Michele” e Ailton, que não aceitaram as referidas crianças para o ritual pois já estavam bem crescidas e o ritual prever criança recém-nascida.
Em entrevista ao Giro e Notícias, o delegado Dr. Marcos Antônio, disse que existe suspeitas do desaparecimento de pelo menos mais 5 crianças em Itabela e envolvendo a quadrilha sob o comando da mãe de santo Michelle da Silva, conhecida por “mãe Michele”.
O delegado disse ainda, que existem um outro inquérito para investigar o desaparecimento dos filhos gêmeos de “mãe’’ Michelle” que estava gravida de gêmeos e alega ter perdido os bebes após ser agredida por um ex-companheiro. Ela até então, não explicou a polícia como e onde isso aconteceu. Existe ainda suspeitas de que ela estava exercendo a função de enfermeira em um asilo “casa dos idosos” em Itabela de maneira ilegal, ela até o momento não apresentou o registro do Conselho Regional de Enfermagem (COREN).
Este registro é obrigatório para realizar o exercício da profissão de forma legal, devem inscrever-se no COREN, nas jurisdições onde exercem suas atividades, os auxiliadores de enfermagem, técnicos em enfermagem e enfermeiros. Ela pode responder por exercício ilegal da profissão e o órgão aonde ela assinou como profissional também ser penalizado
Após a conclusão, o Inquérito Policial foi remetido à Justiça, com a representação das Prisões Preventivas dos acusados, tendo a Magistrada aceitado a denúncia do Ministério Público estadual e decretado a prisão dos quatro envolvidos no sequestro. Três estão presos, Ailton Ferreira dos Santos, Michelle da Silva e Sthefany de Jesus Silva.
A quarta evolvida, Leila de Menezes Dias, encontra-se foragida e o delegado pede se alguém souber de seu paradeiro denuncie ela a polícia
Durante a entrevista com a mãe Ana Patrícia e a avó, Ivanilde Dias, do recém-nascido sequestrado no dia 14 de janeiro de 2023, no bairro Portelinha, na cidade de Caravelas por uma mulher identificada por, STHEFANY DE JESUS SILVA, residente na cidade de Guaratinga, contaram que Leila tentou de todas as formas para que a família b não denunciassem o casso a polícia, contam ainda, que em nenhum momento Leila esbouçou preocupação com o ocorrido.