
Polícia Civil, Militar e Policia Federal desencadearam uma operação para prender índios envolvidos em estupro e assassinato em aldeias, Cassiana e Boca da Mata, no Parque Nacional Monte pascoal.
Uma grande operação foi desencadeada na manhã desta terça-feira (28/03/2023, pelas policias civil, militar e federal, para prender envolvidos em crimes de estupro coletivo contra uma indígena e um assassinato de um jovem indígena, ocorridos nas aldeias Cassiana e Boca da Mata que ficam no entorno do Parque Monte Pascoal, no sul da Bahia.
O inquérito policial sobre o caso da jovem indígena de 26 anos que foi estuprada com a participação de seis elementos, na aldeia Boca da Mata, em 16/01/2022 e da morte do jovem indígena, Carlone Gonsalves da Silva de 26 anos, conpanheiro da vítima do estupro, no dia 21 de setembro de 2022, ainda está em fase de conclusão pela Delegacia Territorial de Trancoso, distrito de Porto Seguro, no sul da Bahia, sob o comando do delegado Dr. Laerte Eduardo Neto.
A Polícia Civil concluiu que os dois crimes foram praticados por Indígenas e pediu a prisão de vários envolvidos. De acordo com a polícia, as investigações estão em curso e a polícia investiga se o crime de Carleone tem ligação com o estupro da companheira dele.
Segundo pai de Carlone, Renilton Pinheiro, índio da Aldeia Boca da Mata, da Etnia Pataxó, pelos menos 12 índios participaram dos crimes. Ele disse ainda, que dois dos acusados são de aldeias da região de Cabrália.
Renilton Pinheiro, que mora na aldeia Boca da Mata, no entorno do Parque Nacional Monte Pascoal, no Sul da Bahia, onde o mesmo reside desde que nasceu a 50 anos, falou com a reportagem do Site Giro de Notícias e esclareceu os fatos e fez graves denúncias contra pessoas das próprias aldeias pelo estupro coletivo contra sua nora e a morte de seu filho, meses depois do estupro.
A justiça decretou a prisão temporária e preventiva de alguns dos suspeitos de cometer os crimes. Dois dos envolvidos foram presos durante a operação desta terça-feira (28/03) por força de mandado de prisão, um terceiro identificado por Samuel foi conduzido para prestar esclarecimento
Durante as investigações, equipes da polícia civil estiveram nos locais que eram frequentados pelo suspeitos. Após o 'cerco' feito nesta manhã pelos agentes, três foram detidos.
A reportagem do Giro de Notícias, entrevistou recentemente o senhor, Renilton Pinheiro, pai de Carlone Gonsalves da Silva, ele contou que tem recebido várias ameaças para não prosseguir com as investigações, ele conta ainda, que sua nora e vítima do estupro coletivo, vivem escondida com medo e corre risco de morte.
Com a operação desta terça, os familiares de Carlone contou que estão mais aliviados pelo fato de a Justiça estar sendo feita. O pai de Carleone critica o posicionamento do Cacique da Aldeia Boca da Mata, Renato Farias do Nascimento, por omissão nos fatos.
Renilton contou que no dia em que o corpo de seu filho foi encontrado, 22 dias após ser morto, as pessoas que acharam o corpo já em estado avançado de pudrificação foram até Renato e contaram o que tinha visto, “ele disse que ficassem quietos e deixassem isso prá-la, foi ai que o pai da vítima ficou ainda mais revoltado e passou desconfiar do Cacique”.
Em relação ao estupro coletivo contra sua nora, tanto ele quanto a vítima contou a reportagem. que conhece os acusados e que eles continuavam na região das aldeias. O estupro ocorrido em 16/01/2022, foi denunciado na data na delegacia de polícia civil de Eunápolis e na delegacia da mulher em Porto Seguro.
Renilton Pinheiro também criticou outros Caciques e lideranças que tentaram confundir as investigação da morte de seu filho como se ele teria sido morto por pistoleiros de fazendeiros da região. Ele contou que essa seria uma desculpa para dificultar o trabalho da polícia e com a clara intenção de incriminar fazendeiros devido uma retomada de terras na qual o grupo acusados estavam na frente.
Um dos alvos na operação desta terça-feira, 28/03 é Valtenor Silva do Nascimento condenado a 16 anos de prisão pelo assassinato do produtor rural Raimundo Domingues Santos, de 52 anos, no dia 9 de agosto de 2014, Valtenor havia inicialmente beneficiado por um habeas corpus pelo Tribunal Regional Federal, em Braila e passou a responder pelo crime em liberdade, mas a decisão foi revogada e ele passou a ser foragido
De acordo com as imformaçoes, Valtenor Silva do Nascimento, participou do estupro e na morte de, Carlone Gonsalves da Silva, ainda de acordo com os depoimentos em que o giro de notícias teve acesso, ele foi quem amarrou Carlone, no meio de uma estrada de terra, na Aldeia Cassiana durante a noite e na companhia de outros indígenas mataram o jovem e ocultaram o corpo as margens de um riacho em um propriedade rural da região. O corpo só foi encontrado 22 dias depois.
Durante a operação desta terça-feira, ouve resistência por parte dos indígenas, em um vídeo um grupo de índios na Aldeia Cassiana aparece tentando agredir o delegado Dr. Laerte Eduardo Neto, que comandou a operação. A polícia manteve a calma e realizou as buscas sem maiores incidentes.
A reportagem teve informações sobre a operação, pelo dois indígenas acusados nos crimes já foram presos. Fagner e outro conhecido por boca de CD que tinha mandado de prisão em aberto estão presos e Samuel foi conduzido coercitivamente para prestar esclareciementos e foi liberado em seguida.