Parece que o programa ambiental de Lula não surtiu efeitos: Desmatamento na Amazônia atinge o pior índice em fevereiro de 2023 da série histórica, aponta Inpe

Giro de Noticias - 09/04/2023 - 07:05


O acumulado de alertas aponta que o desmatamento na Amazônia Legal em todo o mês de fevereiro de 2023 foi de 322 km², segundo dados divulgados nesta sexta-feira (10/03) pelo Instituto de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Essa é a maior marca para fevereiro em toda a série histórica, iniciada em 2015. O número equivale aproximadamente ao tamanho da cidade de Fortaleza (CE) em área. Como mostra os números do Inpe o mês de fevereiro registra uma taxa recorde de desmate.

A Amazônia Legal corresponde a 59% do território brasileiro, e engloba a área total de 8 estados (Acre, Amapá, Amazonas, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins) e parte do Maranhão.

Os alertas foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²) – tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (por exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

Como dezembro, janeiro, fevereiro e março são meses chuvosos na maioria dos estados que englobam o bioma, as taxas de desmatamento são tipicamente menores durante esses meses.

"Esses períodos de chuva são muito difíceis para aferirmos essa taxa e conseguir dizer se temos uma tendência de aumento ou de queda. Então a nossa recomendação para fazer qualquer inferência a respeito disso é esperar mais alguns meses para que possamos comparar períodos maiores de tempo", diz Mariana Napolitano, que é gerente de Conservação do WWF-Brasil.

Márcio Astrini, secretário-executivo do Observatório do Clima, também faz uma análise semelhante, porém aponta que o governo federal está numa verdadeira "corrida contra o tempo" para reverter o índice de desmate na região neste ano. Como a taxa anual do Deter é fechada em meados de agosto, restam menos de 5 meses para isso.

"Os números mostram uma situação bem grave. Temos uma total desgovernança na Amazônia que foi imposta nos últimos quatro anos, de forma proposital, pelo governo [Bolsonaro]. O governo atual está tomando algumas medidas para retomar o controle do desmatamento, mas essas medidas irão demorar bastante para fazer efeito", detalha.

Em nota, o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima disse que juntamente com o Ibama, ICMBio e o Serviço Florestal Brasileiro tomará medidas para responsabilizar e embargar imóveis com desmatamentos que não possuírem autorização válida.

Segundo os dados do Inpe, o Mato Grosso foi o estado com maior área sob alerta de desmatamento: 162 km². Em seguida vieram Pará e Amazonas, com 46 km² cada, Rondônia, com 28 km², e Roraima, com 31 km².

Os alertas de desmatamento foram feitos pelo Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), do Inpe, que produz sinais diários de alteração na cobertura florestal para áreas maiores que 3 hectares (0,03 km²), tanto para áreas totalmente desmatadas como para aquelas em processo de degradação florestal (exploração de madeira, mineração, queimadas e outras).

O Deter não é o dado oficial de desmatamento, mas alerta sobre onde o problema está acontecendo. A medição oficial do desmatamento, feita pelo sistema Prodes, costuma superar os alertas sinalizados pelo Deter.

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